sábado, 24 de setembro de 2022

Ensinamento 19. Leitura Bíblica: Hebreus 9:1-14





Hebreus 9:1-5. Utensílios do santuário terrestre. Como sabemos o tabernáculo era o eixo da adoração do povo de Israel no período da antiga aliança. Nessa passagem o apóstolo Paulo faz um breve resumo dos utensílios do santuário terrestre, que foi projetado por Deus. Ex. 25:40 e Hb. 8:5.

O tabernáculo era uma tenda que continha vários artefatos, bem como duas salas (lugar sagrada e Santo dos Santos), apenas o sumo sacerdote entrava no Santos dos santos, O propósito desses itens era ser "sombras" dos bens futuro. Hb.10:1. Com a morte de Cristo o véu foi rasgado. Mt. 27:51 e hoje os redimidos pelo sangue do Cordeiro possuem acesso ao Verdadeiro Santuário. Hb. 10:19. Destacamos entre os utensílios o propiciatório, peça de ouro que cobria a Arca da Aliança nos tempos do Antigo Testamento. No Dia da Expiação o sumo sacerdote apresentava a Deus os sacrifícios anuais para a expiação dos pecados de Israel. Então ele pegava do sangue dos sacrifícios e entrava no Santo dos Santos e aspergia o sangue sobre a tampa da Arca da Aliança. Lv. 16:15. A Propiciação era ato realizado para aplacar a ira de Deus, de modo a ser satisfeita a sua santidade e a sua justiça, tendo como resultado o perdão do pecado e a restauração do pecador à comunhão com Deus. No AT a propiciação era realizada por meio dos SACRIFÍCIOS, os quais se tornaram desnecessários com a vinda de Cristo, que se ofereceu como sacrifício em lugar dos pecadores. Rm 3.25 e I Jo 2.2.

Hebreus 9:6-7. O trabalho sacerdotal. Todos os sacerdotes possuíam acesso ao tabernáculo externo, eles possuíam 3 funções básicas:

1. Cuidar do candelabro de ouro de manhã à noite para garantir que suas lâmpadas fossem mantidas sem interrupção. Ex. 27:20.

2. A queima de incenso no altar de incenso todas as manhãs e tardes, quando as lâmpadas eram colocadas. Ex. 30:7-8.

3. A reposição semanal, em cada sábado, dos pães da mesa. Lv 24:5-8.

Em contrapartida, apenas o sumo sacerdote podia adentrar uma vez por ano (dia da expiação) ao Santo dos santos. Nesse serviço o sumo sacerdote oferecia sacrifícios por si e pelo povo.

Hebreus 9:8-10. Os sacrifícios do Velho Testamento era apenas uma alegoria do tempo presente. O Espírito Santo explica nessa passagem, que o serviço sacerdotal não era suficiente sequer para purificar a consciência daqueles que o executavam, imaginem para a pessoa pela qual o sacerdote apresentou o sacrifício! Paulo refere-se aos requisitos da Lei judaica do Antigo Testamento, chamando-os de “sombras das coisas futuras” A Lei era apenas um esboço; é uma sombra ou um indício do que estava por vir. Cristo é a substância real. Cristo cumpriu a Lei, sem contradizer um vírgula da mesma. Mt. 5:17-18. Podemos trazer essa verdade para a atual dispensação, no que diz respeito aqueles que acreditam que a obediência a uma extensa lista de regras e preceitos de homens é a causa da salvação. Vejam bem, eles até possuem uma aparência de devoção, mas, são de nenhum valor para Deus. Na realidade, essas pessoas não receberam o Espírito Santo e não sabem sobre as coisas de Deus. I Co. 2:11. Por este motivo, não experimentaram a transformação efetuada pela renovação do entendimento. Ro. 12:1-2. Hoje (tempo presente) todo crente é um sacerdote habilitado a apresentar sacrifícios espirituais a Deus. I Pe. 2:5.

Hebreus 9:11. Cristo o Sumo Sacerdote dos bens futuros. No contexto da leitura dos versos anteriores, aprendemos que os sacrifícios efetuados debaixo na antiga aliança, serviam apenas como uma justificação da carne. O que nada mais era do que a comemoração do pecado. Hb. 10:3. Entretanto, o sacrifício expiatório de Cristo é bem superior, afinal Ele é o Sumo Sacerdote eterno e através dEle temos confiança de nos achegarmos ao trono da graça. Hb. 4:14-16.Jesus não se tornou um sumo sacerdote, com base em uma legalidade, no que diz respeito à descendência física – como a linhagem sacerdotal herdada de Israel. Jesus se tornou sumo sacerdote, baseado no poder de uma vida incorruptível. Hb. 7:16-17. Da mesma forma, o lugar onde Cristo intercede por nós é considerado superior, pois é eterno e celestial, em vez de terreno e temporário. Hb. 8:2 e Hb. 9:24.

Hebreus 9:12. Jesus efetuou uma eterna redenção. Sabemos que a salvação é pela graça. Ef. 2:8. Porém, foi pago um excelente preço por nossa redenção. I Co. 7:23. Em Cristo temos a redenção eterna. Não há a menor hipótese de encontrarmos a redenção fora de Jesus e Seu sangue redentor. Cl. 1:14. Essa redenção é gratuita, para os que a recebem, porém o Redentor pagou um preço altíssimo para resgatar o pecador do inferno. I Pe. 1:18-19. Quando cremos verdadeira e Biblicamente os nossos pecados estão definitivamente e imutavelmente cobertos e perdoados. Ro. 3:25-26.

Hebreus 9:13-14. O sangue do Cordeiro purifica a consciência. Os sacrifícios da Velha Aliança não eram capaz de purificar a consciência dos pecadores, apenas servia para a purificação temporária da carne.  Ora, se o sangue de animais podiam fornecer esse tipo de benefício a um homem, o poder do sangue de Cristo É imensurável. O sacrifício de Cristo foi voluntário, OU SEJA, feito sem constrangimento, agindo de acordo com a sua própria vontade; espontâneo. Jo. 10:17-18. Devemos ter entendimento (ter consciência) da obra de Cristo em nossas vidas. O sem pecado, I Pe. 2:22, morreu para pagar nossos pecados Ro. 5:8. Recebendo o castigo que nós merecemos, II Co. 5:21 e I Co.15: 1-4. Nossos pecados não são apenas cobertos por um período, nem somos purificados apenas externamente por meio de Seu sangue. Somos limpos interiormente e somos limpos para sempre. Nossos corações são renovados. Nossas consciências são limpas e purificadas por meio da regeneração e renovação do Espírito Santo derramado por Cristo nos salvos. Tt. 3:4-6.


Referencias bíblica: ACF.

Pr. Walter Costa

Esperança-PB. 24 de Setembro de 2022.



domingo, 18 de setembro de 2022

Ensinamento 18. Leitura Bíblica: Hebreus 8:7-13




Hebreus 8:7. A superioridade da segunda aliança. O capítulo 8 de Hebreus trata de duas coisas: a esfera do ministério de nosso Sumo Sacerdote (Cristo) e a melhor aliança com a qual Ele é o Mediador. Hb.8:6. O objetivo do apóstolo em apresentar a “nova aliança” diz respeito ao fato de que se a primeira fora irrepreensível não seria necessário uma segunda aliança. A antiga aliança era repreensível. incompleta e imperfeita, destinava-se apenas a ser temporária. Hb. 7:11. Podemos assumir de modo Escriturístico que a falha não estava na Lei, porém na incapacidade do homem guardá-la. Ro. 8:2-3.

Hebreus 8:8-9. O estabelecimento da nova aliança. Paulo explica ao povo Hebreu, que o Senhor dos Exércitos retornará o Seu trato com o povo judeu, que irá restaurá-los e salvá-los de seus pecados. Cumprindo assim, Sua antiga promessa feita por meio do profeta Jeremias. Jr. 31:31-34. Contudo, não podemos limitar tal aliança apenas para a nação judaica, notadamente os crentes da atual dispensação, são participantes e desfrutam das gloriosas promessas da nova aliança. II Co. 3:3-5. O sangue do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, nos torna idôneos a sermos participantes da herança dos santos e do Reino de Cristo. Cl.1:12-13.

Hebreus 8:10. Explicando a aliança. Biblicamente falando, só compreenderá a nova aliança, que abrange judeus e gentios pois para Deus não há acepções de pessoas (raça). Gl.3:28 e Cl.3:11. Aqueles os quais o Senhor põe o Seu entendimento em seus corações. através da proclamação das boas novas. Ro. 10:11-13, Tanto os judeus, como os gentios, em seus estados naturais, estão cegos de entendimento e para que possam conhecer as riquezas da glória de Deus é crucial que o Senhor abra-lhes os olhos. II Co. 4:6. Ou seja, só descobriremos a esperança da nossa vocação e entenderemos qual tão gloriosas riquezas, as quais fomos chamados, quando Deus ilumina os olhos do nosso entendimento. Ef. 1:18.

Hebreus 8:11. Todos conheceram ao Senhor. Este versículo mostra toda a benignidade e bondade de Deus para com os homens. O profeta Jeremias de modo inspirado explicou a distinção básica entre a velha e a nova aliança. A primeira era imperfeita pois era fundada em rituais e sacrifícios contínuos e imperfeitos pelos pecados. O que consistia apenas na satisfação da carne, sendo uma espécie e alegoria para o tempo presente. Hb. 9:9-10. Já a segunda (feita em Cristo) é perfeita e efetuo naqueles que creem uma eterna redenção. Hb. 9:11-14. Como cumprimento da promessa todo aquele que recebe a Cristo (judeu ou gentio), tornara-se templo e morada do Espírito Santo e é justamente o Santo Espírito que nos ensinará todas as coisas. Jo. 14:26 e I Jo. 2:20 e 27. Apenas os salvos independentemente de nacionalidade conhecerão ao Senhor. Jo. 14:16-17.

Hebreus 8:12. Não haverá mais lembranças dos pecados. Ao mencionar Jeremias, Paulo dá ênfase na explicação da antiga aliança que era fundamentada em um acordo entre Deus e Israel, mas a nação judaica quebrou a aliança porque eles eram incapazes de alcançar os requisitos perfeitos da perfeita Lei de Deus. A nova aliança, entretanto, é fundamentada em um acordo entre o Pai e o Filho somente, e não requer participação em nome do homem. Tudo o que devemos fazer é crer no unigênito Filho de Deus, pela graça por meio da fé – confiando em Sua obra redentora no Calvário. Jo. 3:17-18 e Jo. 5:24. A fé Bíblica na Pessoa de Cristo, significa literalmente uma mudança na nossa condição espiritual diante de Deus.

Por meio da obra de Cristo: temos os nossos pecados perdoados e sairmos da posição de condenados e filhos do Diabo, para salvos e filhos de Deus. O Senhor Riscou a cédula que nos era contrária. Cl. 2:13-14. O fato do perdão do pecado é sacramentado nessa passagem, onde as Escrituras afirmam que naquele madeiro (maldito), Cristo se fez maldição por nós. Gl. 3:13. E levou sobre Si todas as nossas ofensas e riscou de uma vez por todas, a cédula (Escrito particular em que se reconhece promessa ou obrigação), que nos era contraria. A última palavra que o nosso Salvador expressou enquanto Deus encarnado, foi “Está consumado” Jo. 19:30. A palavra grega traduzida como "está consumado" é tetelestai , um termo contábil que significa "pago integralmente". Quando Jesus proferiu estas palavras, Ele simplesmente declarou que havia cumprido totalmente a obra que Pai havia Lhe dado para ser feita. Jo. 17:4. A morte vicaria (do latim vicarius, "substituto") de Cristo efetuou uma eterna redenção para todos quem creem em Sua obra. No madeiro Cristo pagou o preço da penalidade e imputação do pecado. Sabemos que o pecado tem um justo pagamento a ser efetuado: a morte eterna. No caso dos crentes Cristo pagou este preço no lugar deles. Is. 53:4-5 e Ro. 6:23.

Hebreus 8:13. A nova aliança, envelheceu a primeira. Faz-se mister frisarmos que nunca houve salvação fora da graça salvadora de Cristo. O modo Bíblico que tira o pecador do inferno é o mesmo desde a fundação do mundo. Passando por todas as dispensações. II Tm. 1:9 e Tt. 1:2. Concluímos pois, que Deus enviou Cristo, antes mesmo da fundação do mundo para efetuar um único sacrifício como pagamento suficiente para pagar a penalidade do pecado de toda a humanidade. Aqueles que creem na obra perfeita de Cristo adentram em Seu repouso. Vejam bem, a obra e o modelo já estavam preordenados desde a fundação do mundo. Hb. 4:3 e Ap. 13:8. Deus substituiu a antiga aliança pela nova aliança, visto que o antigo sistema era falho e imperfeito. A nova aliança é superior porque não é baseada em coisas físicas e terrenas e sim na obra de Cristo. Hb. 5:9 e Hb.9:12.

Pesquisa na web. https://www.bibleref.com/Hebrews/8/Hebrews-813.html

Referencias bíblica: ACF.

Pr. Walter Costa

Esperança-PB. 18 de Setembro de 2022.

sábado, 10 de setembro de 2022

Ensinamento 17. Leitura Bíblica: Hebreus 8:1-6



Hebreus 8:1. Assentado à destra do trono da Majestade. O escritor de Hebreus começa o capítulo 8 com uma conjunção “ORA” que tem o sentido de acrescentar algo ao que foi dito. Ou seja, Paulo faz uma ponte a partir das ideias anteriores sobre a superioridade do sacerdócio de Cristo. O final do capítulo 7 incluiu a descrição de um sacerdote que era perfeito e sem pecado, Hb. 7:26-28. O Novo Testamento nos diz que Jesus é nosso intercessor, nosso mediador, nosso Salvador e Rei. Mas apenas o livro de Hebreus nos diz que ele é nosso sacerdote. Este conceito único é a mensagem central de Hebreus, a ideia principal da qual as outras fluem. O sacerdócio é o propósito pelo qual Jesus foi feito humano. Hb. 2:17. Seu sacerdócio é a razão pela qual devemos nos apegar a nossa fé Hb. 4:14; e a prova de que a antiga aliança foi posta de lado Hb. 7:12. Quando a Santa Palavra do Senhor dos Exércitos afirma que Cristo está assentado a destra (direita) significa que Ele tem poder, autoridade e aceitação. Além disso, podemos definir que o termo assentado significa que a obra pela qual Cristo veio ao mundo foi concluída. Jo. 3:17 e Jo.19:30.

Hebreus 8:2. Cristo é o verdadeiro ministro do tabernáculo. No Velho Testamento o Senhor descreve a construção do tabernáculo terrestre, um edifício temporário e feito por mãos humanas. Ex. 25:8-9. O tabernáculo era o lugar apropriado onde ocorriam os sacrifícios pela expiação do pecado. Ex. 30:10. O ponto crucial para entendemos essa passagem é saber que o tabernáculo terrestre era apenas uma sombra. O verdadeiro tabernáculo é a própria presença de Deus no céu. “Santuário” refere-se ao Santo dos Santos dentro do tabernáculo. Jesus, como os versos posteriores mostrarão, ministra e oferece Seu sacrifício em um lugar mais perfeito: o céu, um lugar eterno construído por Deus, em vez de um lugar temporário construído pelos homens. Hb. 9:24.

Hebreus 8:3. Cristo é o próprio sacrifício. Vimos em Hebreus 6 que Cristo é nossa âncora e que penetrou no véu por nós. Hb. 6:19-20. O caminho que o Nosso Senhor e Salvador percorreu para oferece a Si mesmo. Hb. 9:28, foi horrendo e humilhante, o castigo que antes estava preparado para nós pecadores foi pago através do seu precioso SANGUE, Ele foi ferido por nossas transgressões e moído por causa das nossas iniquidades. Is. 53:5. Este sacrifício por si só é SUFICIENTE para salvar todo àquele que se achegar a Deus, através da fé na morte e ressurreição do Seu Filho. Naquela cruz padeceu uma única vez o Justo pelos injustos. I Pe. 3:18. Veja bem, o sacrifício de Cristo é suficiente para salvar todo o mundo, infelizmente uma grande maioria não creram e não crerão nEle, da forma que as Sagradas Escrituras ensinam. Pela obediência do nosso Único e Todo Suficiente Salvador, recebemos uma eterna salvação. Hb. 5:8-9.

Hebreus 8:4. Se Cristo estivesse na terra não seria sacerdote. O autor de Hebreus nos mostra que Cristo continuasse na terra, não seria em hipótese alguma um sacerdote. Primeiro Cristo não é da tribo de Levi, de onde saiam os sacerdotes. Pois, tal ofício era reservado aos descendentes de Levi. Dt. 18:1. Segundo se estivesse na terra o Seu sacerdócio não seria eterno. Hb. 5:6. Terceiro os sacrifícios ministrados pelos sacerdotes levitas eram temporários e precisavam ser repetidos diversas vezes. Já o sacrifício de Cristo foi feito apenas uma vez. Hb. 7:27 e Hb. 10:14.

Hebreus 8:5. Faça tudo conforme o modelo. Todos os serviços do sacerdote, sob a lei, bem como tudo naquele tabernáculo que foi moldado de acordo com o padrão do monte, eram apenas exemplos e sombras das coisas celestiais. Ex. 25:40. No sentido de fazer conforme o modelo, sabendo que o que foi tido é uma sobra de Cristo, chegamos a conclusão de que para os crentes de Hebreus e os da atual dispensação o modelo a ser seguido é aquele que Cristo ordenou a Sua Igreja. Mt. 28:20. Há naturalmente, uma necessidade de continuação da doutrina que Cristo trouxe do céu, não devemos modificar o que é perfeito. Jo. 7:16-18. O conjunto de doutrinas contido nas Sagradas Escrituras é literalmente a palavra de Deus, por isso, somos exortados a nos conservarmos firmes e constantes, perseverando e lutando contra as hostes infernais do maligno, que tenta transtornar e modificar o ensinamento puro e verdadeiro. II Tm.1:13. Observamos que devemos obedecer, reter e conservar o modelo de doutrina que recebemos. Ro. 6:17. A principal arma utilizada por Satanás para quebrar o MODELO deixado por Cristo é a falsificação da palavra de Deus, através do famigerado Texto Crítico-TC.

“O TC exclui partes significativas de 147 versículos, e outros 45 versos são excluídos completamente, também extirpa em vários outros versículos a divindade de Cristo, e em outros ainda esconde a referência ao sangue de Cristo, descaracteriza sua morte vicária (ter sofrido e morrido em nosso lugar), esconde a doutrina da Tri-unidade, omite o fato de que a salvação é garantida e que é somente pela fé em Cristo, oculta provas de que a Bíblia foi divinamente inspirada, que há necessidade de jejum, e em várias outras questões introduz erros e contradições, atacando e diminuindo a certeza na inerrância da Palavra de Deus

Em Defesa da Palavra de Deus. Autor: Walter Andrade Campelo.https://www.luz.eti.br/es_emdefesadapalavradedeus.html.


Contrariando o fato de explicitamente Deus, ter avisado para não modificar ou alterar qualquer passagem do Livro Sagrado. Dt. 4:2; Pv.30:5-6 e Ap. 22:18-19. O crente por ser filho de Deus deve ouvir e seguir a Sua palavra. Jo. 8:47. Diante de tal constatação, só leia e estude as bíblias do Texto Tradicional e Literal, abomine o uso das “bíblias” falsificadas.

Hebreus 8:6. Ministério mais excelente. O ministério eterno de Cristo é bem mais excelente do que o ministério terreno dos levitas. Jesus é o mediador ou fiador da Aliança da graça. Este pacto é muito superior em todos os aspectos imagináveis ​​ao Pacto da Lei. Isso porque ela se baseia em melhores promessas e é respaldada por um juramento entre Deus e Jesus de que será duradoura e eterna. Hb. 7:21. As melhores promessas nas quais esta aliança se baseia repousam exclusivamente no Senhor Jesus. Atos 4:10-12 e Hb. 7:22.

Esperança-PB, 10 de Setembro de 2022.

Pr. Walter Costa.

Referencias bíblica: ACF e LTT.


sábado, 3 de setembro de 2022

Ensinamento 16. Leitura Bíblica: Hebreus 7:20-28.




Hebreus 7:20-21. O sacerdócio de Cristo é fundamentado no juramento de Deus. Já aprendemos no estudo do livro de Hebreus que os sacerdotes levíticos assumiam tal posição devido à herança dada tribo de Levi. Ou seja, os levitas não receberam sua posição como sacerdotes por meio de um juramento de Deus, eles foram simplesmente designados para essa posição por causa de sua linhagem. Nm. 3:10. Então, podemos concluir que Jesus é muito maior do que os sacerdotes levíticos porque Ele se tornou um sacerdote com um juramento feito pelo Senhor dos Exércitos. Os homens em sua grande maioria quebram os seus juramentos, entretanto em Deus não há mudanças ou variação da Sua Palavra. Tg.1:17. O sacerdócio eterno de Jesus foi estabelecido com base em Sua obediência, Sua obra na cruz, Seu caráter supremo Hb. 2:10 e Hb. 5: 5–10 e principalmente no juramento de Deus. Sempre que Deus fez um juramento divino, Ele não mudou de ideia. Qualquer pessoa que questionasse a realidade desse sacerdócio teria que contender com a poderosa autoridade de Deus. Sl. 110:4.

Hebreus 7:22. Cristo é o perfeito Fiador. Toda a Bíblia assegura de modo contundente que Cristo é o plano final de Deus para salvar o pecador. Por este motivo Jesus foi constituído por fiador (Pessoa que se torna responsável por obrigações assumidas por outro). Is. 53:4-5. O que é o plano de salvação de Deus. Deus através de Sua longanimidade e benignidade propôs segundo o beneplácito de Sua vontade, um plano para conduzir o pecador ao arrependimento. Ro. 2:4. Neste plano, Ele permitiu a morte do Seu Filho para salvar todo aquele que nEle crer. Jo. 3:16. Deus tornou-se carne e viveu entre nos. Jo. 1:1 e 14. Não conheceu o pecado e se fez pecado por nós. Hb. 4:15 e II Co. 5:21. Notadamente, os nossos pecados são a causa da morte de Cristo. I Co. 15:1-3.

Hebreus 7:23-24. O sacerdócio eterno. Os sacerdotes terrestres obviamente morrem, ou seja, os mesmos possuem um sacerdócio limitado. Já o sacerdócio de Jesus não terá fim. São diversas as limitações do sacerdócio levítico em relação ao Sacerdote Eterno:

Jesus tem uma vida incorruptível (nunca cessará). Hb. 7:16. Isso não apenas torna o sacerdócio de Jesus superior, mas permite que Ele cumpra a promessa, feita por Deus no Salmo 110, de estabelecer um sacerdote como Melquisedeque "para sempre" Sl. 110: 1-4.

Os sacerdotes humanos são pecadores. Hb. 7:27.

Cristo não tem pecado. Hb. 4:15.

Os sacrifícios dos levitas são limitados. Hb. 9:6-7.

O sacrifício de Cristo é perfeito e infinito. Hb. 9:11–12.

Hebreus 7:25. Cristo salva perfeitamente. Cristo consumou a Sua obra. Portanto, o pecador não pode complementar ou melhorar o que nosso Redentor fez, além de salvar com perfeição Jesus ainda intercede por nós perante Deus. O tema basilar das Sagradas Escrituras é a salvação, sendo fato, que ao homem é impossível ser salvo por méritos próprios. Mt 19:26. Portanto, diante desse cenário, chegamos a conclusão de que o mundo precisa de um salvador. Jo. 4:42. Cristo o único caminho para a salvação. Nas organizações religiosas os líderes apregoam uma redenção efêmera, onde a salvação é um processo a ser conquistado pelo pecador através do seu bom comportamento e suas obras, os tais ignoram que Jesus salva o seu povo dos pecados. Mt. 1:21. Não obstante, esses lobos devoradores através de mentiras e fábulas cauterizam as mentes das pessoas para que as mesmas, não encontrem o verdadeiro e único caminho. Jo. 14:6. Cristo sempre vive e sempre intercede - pois Ele tem poder para salvar por meio do mérito de Sua obra expiatória na cruz cruel do Calvário e Sua gloriosa ressurreição. Todo o poder foi dado a Ele pelo Pai, e assim Ele pode, com autoridade absoluta, declarar Sua capacidade de salvar perfeitamente todos os que confiam em Seu nome. Ro. 8:34.

Hebreus 7:26-28. O caráter eterno de Cristo. Essa passagem, não trata-se apenas do fato de Cristo viver para sempre, mas principalmente da perfeição do Seu caráter e natureza eterna. Todos os atributos de Cristo listados aqui correspondem aos atribuídos a Jesus em outras partes do livro de Hebreus, bem como no Novo Testamento. Jesus é Santo, que significa Separado. Ele é inocente e se fez pecado por nós. II Co. 5:21. Cristo foi tentado, contudo não caiu em pecado. Hb. 4:15. Em decorrência de Sua obediência Jesus foi exaltado por Deus. Fp. 2:9. A expressão “por isso” exprime em Filipenses 2:9, uma conclusão ou consequência. Em decorrência da Sua obediência Cristo foi exaltado de tal modo que nada ou ninguém, em lugar algum poderá ser superior a Ele. Ef. 1:21. Cristo não se exaltou, Ele foi exaltado por Deus para que em tudo tenha a preeminência. Em Cristo foram criadas todas as coisas, pra Ele e por Ele. Cl. 1:16-19. A grande diferença entre o sacerdócio de Cristo e o sacerdócio humano, diz respeito ao fato dos sacerdotes advindos da Lei, precisavam fazer a expiação dos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo judeu. O que consistia apenas na comemoração dos pecados, porque é impossível que sangue de animais pudessem tirar o pecado. Hb. 10:3-4. Já Cristo, o Filho Perfeito, ofereceu-Se apenas uma vez e santificou para sempre aqueles que creram em Sua obra expiatória. Hb. 10:14 e Hb. 9:28.

Pesquisa na net.


Referencias bíblica: ACF.

Pr. Walter Costa

Esperança-PB,03 de Setembro de 2022.


domingo, 28 de agosto de 2022

Ensinamento 15. Leitura Bíblica: Hebreus 7:11-19.

 


Hebreus 7:11-12. O sacerdócio levítico não era perfeito. Podemos afirmar Biblicamente que essa passagem, mostra-nos de modo inequívoco (claro, evidente) que obra de Cristo, Sua vida, morte e ressurreição introduziu um novo e permanente sacerdócio, esse fato decretou o fim do sacerdócio levítico, e o fim da lei de Moisés. Gl. 3:19-22. O sacerdócio levítico, da casa de Arão por meio do qual a perfeita Lei de Deus foi entregue a Israel, era composto por homens imperfeitos. Todos eram pecadores incapazes de cumprirem a Lei. Hb. 8:6-7. Considerada um guia para os judeus, a Torá com 613 mandamentos que ensinam como o povo hebraico deve ou não agir, seja nas relações sociais, familiares ou religiosas. Dentre esses 613 mandamentos, 248 são considerados os ensinamentos positivos, que guiam o povo judeu ao que deve ser feito e os outros 365 são ensinamentos considerados negativos, que os instruem ao que não deve ser feito. Então, para que houvesse a mudança de sacerdote, necessariamente teria que a lei fosse mudada (cumprida) só um homem perfeito pode cumpri-la. Mt. 5:17.

Hebreus 7:13-14. Cristo não da descendência de Arão. Segundo a lei de Moisés, todos os sacerdotes eram membros da tribo de Levi. Esta passagem, no entanto, tem falado da figura de Melquisedeque no Antigo Testamento, que não fazia parte dessa linha. Na verdade, ele é anterior à tribo de Eli e recebeu dízimos e honras do próprio Abraão. Hb. 7:4-7. Desta forma, Melquisedeque é claramente uma figura maior do que Abraão, e seu sacerdócio é claramente maior do que o de Levi ou Arão. Então fica claro que, membros da tribo de Judá (segundo a Lei mosaica) não poderiam ser sacerdotes. Pois, tal ofício era reservado aos descendentes de Levi. Dt. 18:1. Depois do reinado de Davi, Judá passou a ser a tribo do Rei, Gn. 49:10. Ou seja, da tribo de Levi eram escolhidos os sacerdotes e da tribo de Judá os reis. Não houve nenhum homem que no período da Lei exercesse os ofícios ao mesmo tempo. Antes da existência da nação de Israel, houve um homem que era sacerdote e rei: Melquisedeque. Gn. 14:18. Essa passagem, comprova de modo Escriturístico o sacerdócio eterno de Cristo. Jesus é Sacerdote e Rei. Hb. 1:8-9 e Hb. 5:5-6. Cristo é superior a Abraão. Jo. 8:53–58, assim como Melquisedeque (que é uma Cristofania manifestação visível de o Cristo antes do tomar carne) era maior do que Abraão. Hb. 7: 6–7.

Hebreus 7:15-16. Cristo não é sacerdote segundo a Lei. O sacerdócio levítico era fundamentado na Lei. Nm. 3:5-10. Jesus não se tornou um sumo sacerdote, com base em uma legalidade, no que diz respeito à descendência física – como a linhagem sacerdotal herdada de Israel. Jesus se tornou sumo sacerdote, baseado no poder de uma vida incorruptível. Entender as características de Melquisedeque é importante, uma vez que elas apontam para os atributos reais de Jesus Cristo. O mais forte deles, com base em todos esses argumentos anteriores, é que o sacerdócio de Cristo é baseado em uma comissão eterna de Deus, não apenas uma linhagem humana. Melquisedeque era "sacerdote do Deus Altíssimo". Gn. 14:18, muito antes da lei de Moisés.

Hebreus 7:17. Cristo o Sacerdote Eterno. Deus prometeu estabelecer seu sacerdócio para sempre. Sl. 110:4. Jesus, nosso Sumo Sacerdote “na ordem de Melquisedeque”, não é apenas nosso mediador, I Tm. 2:5, mas também nossa propiciação I Jo. 2:1-2. Propiciação é o ato realizado para aplacar a ira de Deus, de modo a ser satisfeita a Sua santidade e a Sua justiça, tendo como resultado o perdão do pecado e a restauração (reconciliação) do pecador à comunhão com Deus. No AT a propiciação era realizada por meio dos SACRIFÍCIOS, os quais se tornaram desnecessários com a vinda de Cristo, que se ofereceu como sacrifício em lugar dos pecadores. A propiciação não adquire seu amor ou o torna amoroso; apenas O torna consistente para que Ele executar Seu amor para com os pecadores. I Jo. 4:10 e I Jo. 4:19. Para melhor entendemos, a propiciação é o pagamento feito por Cristo, pela qual recebemos a justiça e obtivemos a remissão dos nossos pecados. Ro. 3:25. Por causa de Sua ressurreição, a morte não interrompe Sua obra; Jesus continua sendo nosso eterno Sumo Sacerdote. Hb. 4:14-16. Além de sacerdote, Cristo também é Rei. Ap. 19:16. Jesus reinará fisicamente como rei em Jerusalém. Sl. 110:2, e Seu reinado será eterno. II Sm. 7:13. Assim como Melquisedeque foi sacerdote e rei, Jesus também é sacerdote e rei. Ele é o mediador eterno entre Deus e o homem e a autoridade final como rei reinante, para em breve retornar e estabelecer Seu reino físico na mesma cidade de onde Melquisedeque era, Jerusalém.

Hebreus 7:18-19. A Lei e o sacerdócio levítico foram ab-rogados devido a sua fraqueza e inutilidade. Para temos uma real compreensão dessa passagem, faz-se necessário que conhecer e entender as dispensações. Na dispensação da Lei, Deus usou Israel e a Lei mosaica para demonstrar a incapacidade da lei de fornecer a salvação de que o homem pecador precisava desesperadamente. Ro. 8:2-3. Hebreus 7-19. Estabelece a necessidade da administração anterior dada por Deus, ao povo de Israel a Dispensação da Lei, ser substituída pela próxima dispensação: a Dispensação da Graça. O fundamento primário da Lei era: revelar o perfeito caráter e o padrão moral de Deus. Sendo sabedor da perfeição divina a humanidade deveria reconhecer a sua imperfeição para obter através da sua própria justiça a aceitação do Senhor dos Exércitos Is. 64:6. Mas, esse fato, não aconteceu e os homens continuaram a busca por suas justificações, o que é impossível aos mesmos. Mt. 19:25-26 e Gl. 3:10-11. Apenas uma pessoa cumpriu a Lei, Jesus Cristo cumpriu as exigências da Lei mosaica e a encerrou. Mt. 5:17. Através da fé recebemos a verdadeira justiça, aquela que vem do alto, ela é perfeita não por causa dos que a recebem e sim por causa do Doador. Fp. 3:9 e Ef. 4:24. Esse era o propósito desde o início, e todas as leis do Antigo Testamento foram feitas para apontar para esta mesma pessoa: Jesus Cristo. Gl. 3:19 e Gl.4:7. A lei foi criada para nos mostrar o caminho, não para ser o meio final de nossa salvação. Jesus, por outro lado, é a promessa que não tem as fraquezas e limitações do sacerdócio levítico. Hb. 7:23-25.

Referencias bíblicas: ACF e LTT

Pr. Walter Costa.

Esperança-PB, 28/07/2022.

domingo, 21 de agosto de 2022

Ensinamento 14. Leitura Bíblica: Hebreus 7:1-10.








Hebreus 7:1-3 Melquisedeque sacerdote do Deus Altíssimo. A primeira referência Bíblica que temos de Melquisedeque é encontrada no capítulo 14 do livro de Gênesis. Após resgatar Ló das mãos de Quedorlaomer, rei de Elão, ao retornar Abrão recebeu as bençãos de Melquisedeque, sendo que o patriarca honrou o sacerdote do Deus Altíssimo com o dízimo. Gn. 14:14-18. A Bíblia apresenta Melquisedeque como alguém que tem a sua genealogia desconhecida. As Escrituras mostram que Melquisedeque era rei de Salém (antigo nome de Jerusalém, que significa cidade da paz). Sl. 76:2. Lembre-se que o autor do livro aos Hebreus enfatiza que Jesus é o Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Hb. 6:20. Ao olharmos a figura de Melquisedeque com os olhos do Novo Testamento, facilmente veremos que todas as referências do Antigo Testamento a ele são designadas por Deus para nos apontar a Cristo e Seu sacerdócio infinitamente superior e glorioso reino eterno. A oferta voluntária de Abraão feita ao Senhor deve ser um lembrete de que nosso Deus Altíssimo é o Possuidor do céu e da terra e nos redimiu do abismo do inferno, por meio do sacrifício de Seu Filho unigênito. Is. 53:4-6. Ou seja, Melquisedeque é o que chamamos de Cristofania (manifestação visível de o Cristo antes do tomar carne). Ele era um rei de justiça sobre a cidade de paz. Cristo, cuja pessoa e obra alcançam plenamente a verdadeira justiça e a verdadeira paz. Cristo é nossa justiça; Cristo é nossa paz. Jo. 16:33 e Is. 9:6

Hebreus 7:4. O patriarca dizimou a Melquisedeque. Abraão (Abrão) não recebeu nenhuma oferta do rei de Sodoma. Gn 14:21-23. Contudo, aceitou de bom grado a honraria advinda de Melquisedeque. No encontro com o Abrão o Rei de Salém honrou Deus pela vitória milagrosa de Abraão. Embora Abraão tenha exercido grande fé ao travar uma guerra contra os quatro reis, foi o Deus Altíssimo que mereceu a glória e a honra de ter sucesso. Em resposta as bençãos recebidas Abrão deu o dízimo a Melquisedeque. Existem muitas controvérsias no que diz respeito ao dízimo nas assembleias neotestamentárias. Alguns, pregam o dízimo era apenas para a lei judaica (Observe, o dízimo começou com Abraão pelo menos 400 anos antes da Lei de Moisés ser dada) já outros cobram (literalmente) aos fies o pagamento do dízimo. Na igreja de Cristo, todo salvo membrado sabe que o devolver as dadivas advindas do Senhor, é Bíblico e deve ser algo buscado pelo crente. Pv. 3:9-10. Porém, não cabe a igreja cobrar o mesmo a membresia. Nas IBBFs não temos o costume de pedir dízimo a ninguém (inclusive mal falamos no assunto) e não tratamos ninguém de modo diferente por ser ou não ser dizimista. O que a Bíblia diz aqui é o seguinte: Dá o que genuinamente dás com alegria. Não diz: Dá mais do que podes, e depois tenta ser feliz com isso. II Co. 9:7. O pensar do crente deve ser nas coisas que são de cima. Cl. 3:2. Por isso, devemos entender que somos meros mordomos das coisas pertencentes a Deus, pois, dEle é a terra e sua plenitude. Sl 24:1. Se o seu coração estiver em Cristo e se você estiver buscando em primeiro lugar o reino de Deus, o dizimar, com certeza não será um problema, normalmente é um problema para aqueles que estão com o coração nos tesouros terrenos e que pensam apenas nas demais coisas e não no reino do Senhor. Mt. 6:33-34.

Hebreus 7:5-6. Sacerdócio de Melquisedeque é superior ao sacerdócio Levita. Ponto primordial nessa passagem que o apóstolo nos mostra é que Melquisedeque é maior do que Abrao e logicamente superior ao sacerdócio dos levitas. Qual é a diferença básica entre os dois tipos de sacerdotes? Os da Antiga Aliança também recebiam dízimos dos seus irmãos e dizimavam ao Senhor, era o que as Escrituras mostram como “dízimo dos dízimos”. Ou seja, se eles dizimavam a Alguém superior, então Esse é maior do que eles. Nm. 18:21-26. O argumento utilizado no versículo 6, comprovar a superioridade de Melquisedeque; e, em consequência, para provar a superioridade do sacerdócio de Cristo além do de Aarão. Como na semente de Abraão todas as nações da terra seriam abençoadas, Abraão recebeu uma bênção sacerdotal de Melquisedeque, que como já vimos é uma Cristofania (manifestação visível de o Cristo antes do tomar carne), a semente prometida, para mostrar que era por meio dele, como o sumo sacerdote de a raça humana, que esta bênção seria derivada de toda a humanidade. Hb. 7:20-22. “O que tinha as promessas” Esta frase descritiva é usada como um "sinônimo" para Abraão ("o possuidor das promessas") que recebeu as promessas . Sl. 105:6/ Atos 7:17 e Ro. 4:13.

Hebreus 7:7. O menor é abençoado pelo Maior. O apóstolo Paulo usa esse tipo de raciocínio para mostrar que Jesus Cristo, não o sistema de sacerdotes do Antigo Testamento, é o plano final e perfeito de Deus para nossa salvação. Hb. 7:16 e Hb. 7:25.

Hebreus 7:8-10. De Abraão a Levi, quem recebeu dízimo, pagou dízimo. De acordo com os termos da Lei dada a Moisés, os filhos de Israel davam 1/10 dos seus lucros aos levitas. Por sua vez, os levitas, que não possuíam herança de terras, recebiam o dízimo dos filhos de Israel como renda, e seu dever era ser sacerdotes e ministrar na tenda de reunião, no altar e, posteriormente, no templo. Ou seja, o dízimo, que é dado do menor ao maior, é usado como prova adicional de que o sacerdócio de Melquisedeque, discutido nos versículos anteriores, é maior do que o de Arão. Também demonstra que Melquisedeque é uma figura maior do que Abraão, visto que Abraão lhe pagou o dízimo. Esse dízimo, de acordo com essa lógica, é ainda mais importante do que aquele coletado pelos sacerdotes de seus irmãos israelitas.

Esperança-PB. 21/08/2022.

Pr. Walter Costa.

Referencias bíblica: ACF e LTT.

domingo, 14 de agosto de 2022

Ensinamento 13. Leitura Bíblica: Hebreus 6:13-20.








Hebreus 6:13-15. A promessa feita por Deus. Todos conhecem a história na qual Abraão entregou o seu único filho em sacrifício e obediência a Deus. No momento em que o patriarca estendeu a sua mão e tomou o cutelo para imolar Isaque, o Senhor o deteve e providenciou um carneiro como substituto. Gn. 22:10-13. Então, após "sacrificar" seu único filho ao Senhor, Abraão recebeu de do Senhor dos Exércitos a maior de todas as promessas. Gn. 22:15-18. E a promessa que Deus fez se refere à Pessoa, Obra, Ministério e Ofício de CRISTO JESUS ​​nosso Senhor e Sua morte sacrificial na Cruz e ressurreição gloriosa – uma promessa que é extensiva a TODOS os que crêem nEle. Gl.3:14-18. Portanto o único CAMINHO que resta ao pecador é a morte de um substituto (lembrem-se do cordeiro que substituiu Isaque). Vejam bem, não poderá ser qualquer substituto e sim aquele sem mácula, incontaminável e aprovado por Deus. Jo. 1:29 e I Pe. 1:18-19.

Hebreus 6:16. Os homens juram por alguém superior. Nessa passagem o apóstolo faz uma ilustração da promessa Divina, usando a senso comum da raça humana. Ex. 22:11. Ou seja, o fato de quase sempre basearmos um juramento em algo mais elevado do que a pessoa que fez o juramento em primeiro lugar também reconhece a moralidade limitada e falível da humanidade. Em tempos passados, era comum, quando duas pessoas estavam em questão, celebrarem um acordo através de um juramento, esse fato, faziam cessarem todas as questões e conflitos. Pv. 26:20.

Hebreus 6:17. A imutabilidade do conselho de Deus. Imutabilidade é qualidade, estado ou condição de imutável. Hb. 13:8. A doutrina da imutabilidade de Deus nos dá uma base sólida, sobre a qual baseamos nossa esperança. II Sm. 7:22. Nosso Deus não é um pedaço de barro, ferro, madeira ou outra substância qualquer. Sl. 115:4-8. O nosso Deus é uma Rocha eterna e imutável. Os homens em sua grande maioria quebram os seus juramentos. Em Deus não há mudanças ou variação da Sua Palavra. Tg.1:17. Todo aquele que crer em Cristo e em Sua obra torna-se herdeiro da promessa feita ao crente Abraão. Gl. 3:9 e Gl. 3:22. Ou seja, se você já foi submerso em Cristo, então tu és descendente de Abraão e herdeiro conforme a promessa. Gl. 3:27-29 e I Jo. 2:25.

Hebreus 6:18. Duas coisas imutáveis. (juramento e promessa) de Deus. A Bíblia deixa claro que todos os homens são mentirosos. Sl. 116:11 e só Deus é verdadeiro. Jo. 3:33 e Jo. 8:26. O SENHOR, em Sua graça e bondade, nos deu duas coisas imutáveis ​​nas quais é impossível para Ele mentir – a promessa e o juramento. Ro. 3:4. Não tendo Ele, alguém maior para fazer um juramento, jurou por Si mesmo. V.13. Deus é Santo, e um Deus santo não pode mentir, nem pode um Deus de justiça contradizer Sua santa Palavra. Jo.17:17. A Palavra de Deus escrita, é verdade revelada desde princípio e que dura para sempre. Sl. 119:160.

Hebreus 6:19-20. Cristo é a âncora da nossa esperança. Ter esperança é crer e anelar por algo que acontecerá. Os salvos não enxergam a esperança, mas, são convictos que ela é a causa da sua salvação. Ro. 8:24-25. Antes estávamos sem Cristo e sem esperança, porém, a misericórdia de Deus, nos revelou o grande ministério que esteve oculto, que é Cristo em nós a esperança da nossa glória. Cl. 1:26-27. Irmão, você não tem ideia de quão grande e excelente glória nos será revelada. Ro. 8:18 e II Co. 4:17-18. Já somos salvos, entretanto aguardamos a bem-aventurada esperança, a qual podemos traduzir como vida eterna. Tt. 2:13. O crente regojiza-se e tem paz, pois, tem plena convicção de que a graça de Deus foi derramada em nós pelo Espírito Santo. Tt. 3:5-7. A Palavra de Deus nos garante que quem tem o Filho tem a vida. I Jo. 5:12-13. Essa certeza nos é dada por Deus, e Ele não pode mentir. Tt. 1:2 e Hb. 10:23.

O que é uma Âncora:

Âncora é uma palavra da área náutica que indica uma peça de ferro presa em uma corda ou corrente e que serve para imobilizar um objeto flutuante. Em sentido figurado, a palavra âncora pode indicar abrigo, proteção ou segurança. A âncora estabiliza os navios durante as tempestades. Justamente neste sentido que a Palavra de Deus nos mostra que aqueles que estão ancorados em Cristo, podem desfrutar da calmaria, mesmo em meio das tempestades. A âncora traz segurança. Quando estamos enraizados e edificados em Cristo temos a certeza da segurança eterna. Ro. 8:1. Esse fato, Estar em Cristo, nos fortalece, uma vez que, o crente é CONSERVADO/PRESERVADO, por Jesus Cristo. Jd. 1:1. Está encorado em Cristo significa receber uma viva esperança. I Pe. 1:3-5. Através de Cristo passamos a crer e manter nossa esperança apenas em Deus. I Pe. 1:21 e II Tes. 2:16. Quando os marinheiros lançam a âncora o destino é as profundezas do mar, em busca de um local que possa firmar a embarcação. Já para os crentes, a esperança como a âncora da alma é lançada por Cristo para dentro da vida eterna, então retenhamos firmes a nossa confissão. Hb. 6:19 e Hb. 4:14. Quando o crente não conserva ou rejeita a fé torna-se náufrago, não perderá a salvação, porém, passará pelas tormentas do naufrágio. I Tm. 1:19-20 e I Co. 5:5. Concluímos pois, afirmando que nossa esperança está totalmente e exclusivamente atracada em Cristo. Por isso, temos a CERTEZA de nada ou ninguém poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Ro. 8:35-39.

Esperança-PB, 14 de Agosto de 2022.

Pr. Walter Costa.

Referencias bíblica: ACF e LTT.