domingo, 18 de outubro de 2026

Os fundamentos do Senhor.

 

IGREJA BATISTA BÍBLICA FUNDAMENTALISTA DE ESPERANÇA-PB.


O que é Fundamento? Fundamento significa base, alicerce, fundação.

Os fundamentos são absolutos. Não são conceitos relativos, que com o tempo podem variar ou se adaptar a uma determinada situação. Jesus compara a pessoa que ouve as Suas palavras e as põe em prática a um construtor sábio que construiu uma casa sobre uma rocha sólida (Mateus 7:24-25).

O fundamento indestrutível e inabalável. Fundamento da salvação em Cristo. (1 Coríntios 3:11). O crente, descansa eternamente no Senhor, pois o fundamento da sua salvação está firmado sobre Cristo. Ou seja, tal fundamento jamais poderá ser abalado. Recebemos gratuitamente um reino que não pode ser abalado, essa dádiva tão grandiosa é um presente dado por Deus, então o mínimo que podemos fazer é buscar viver segundo os ensinamentos contidos na Sua Palavra e defender com afinco os fundamentos ordenados pelo Senhor dos Exércitos.

Responda de modo sincero sim ou não para os seguintes questionamentos:

A Bíblia é atacada e seus ensinamentos são ridicularizados e ignorados?

A moralidade está sendo minada e o mal se alastra sem controle?

Os valores familiares estão se desintegrando e a onda de divórcios frequentes avança, causando danos cada vez maiores às crianças, aos pais e à sociedade em geral?

Até mesmos cristãos professos apoiam a crescente onda do relativismo moral?

Parece que tudo ao nosso redor está desmoronando?

A passagem do Salmo 11 que é nosso texto base do estudo, nos leva a refletir sobre o colapso social do mundo (que jaz no maligno) e o papel da nossa fé. Com isso, chegamos ao seguinte questionamento: quando as estruturas morais e sociais (fundamentos) se desintegram, o que poderá fazer o justo? Mesmo em tempos tão difíceis, os justos podem e devem encontrar força e esperança em sua fé na Palavra de Deus para combater os dados inflamados do maligno. (Efésios 6:16). Veremos 7 (sete) fundamentos que sendo destruídos causará um terrível mal a humanidade.

1. Fundamento da Palavra de Deus. (João 17:17). O fundamento da Palavra de Deus, é indestrutível, porém esse fato não implica dizer que o inimigo não irá atacá-lo. A Palavra de Deus é o mais importante de todos os outros fundamentos, porque é na Bíblia que encontramos a base para cada fundamentos indispensáveis para o crescimento do novo homem. (I Pedro 2:2). A Palavra de Deus escrita, é a verdade absoluta revelada desde princípio e que dura para sempre. (Salmos 119:160).

A Bíblia é um livro inspirado. (II Timóteo 3:16 e II Pedro 1:21).

A Bíblia é um livro puro. (Provérbios 30:5).

A Bíblia é um livro eterno. (Salmos 119:89). Você pode acreditar ou não. Isso não muda essa verdade.

A Bíblia é um livro superior as demais coisas. (Salmos138:2).

O principal campo de batalha dos crentes é a defesa da Palavra de Deus. (Judas 1:3). Existem diversos grupos que atacam a fé bíblica, duvidando da existência de Deus (esses são mais fáceis de se combater) porém, há outros (os religiosos) que camuflam o ataque e defendem doutrinas estranhas às Escrituras, baseadas em preceitos de homens. Então a missão do salvo é combater esses grupos inimigos. Estando preparado para responder com mansidão a razão da esperança que há em nós, manejando bem a palavra de verdade. (I Pedro 3:15. e II Timóteo 2:15). Os que são de Deus ouvem a Sua Palavra. (I João 4:5-6 e João 8:47).

2. Fundamento da família. 1 Coríntios 11:3. Para que o casamento seja conforme a vontade de Deus, a Bíblia nos ensina devemos ter em mente a seguinte ordem hierarquia: DEUS-CRISTO-ESPOSO-ESPOSA-FILHOS. Qualquer inversão nesta ordem torna o matrimônio contrário à vontade de Deus. No princípio Deus criou o homem e a mulher, com isso, houve a formação da primeira família. (Gênesis 1:27-28). No primeiro casamento realizado por Deus, o poder de gerar vida foi dado ao homem e à mulher para formar famílias e, assim, participar da plenitude da multiplicação de Sua imagem e semelhança. O lar é um lugar de paz e prosperidade espiritual: oração, devoções familiares, amor e respeito. A família é a força da Igreja. Os talentos a nós confiados. Satanás sabe da importância do modelo bíblico da família (marido, esposa e filhos) e por isso mesmo jogará seus dardos inflamados para tentar destruí-la. Principais ataques do Diabo À Família (Cristã) De Hoje.

Cultura anticristã: "Distanciando-se, distanciando-se, até perder grande parte da herança cristã e dos valores tradicionais". (Colossenses 2:8 e Romanos 12:2).

Divórcio: "A onda contínua de casamentos e famílias desfeitos, dentro e fora da igreja". Casamento de acordo com o modelo bíblico é um compromisso/ troca de juramentos/ aliança total e definitiva entre um homem e uma mulher. Ato solene e público (ante testemunhas, a sociedade e a justiça) Homem (normalmente também a mulher) sai da estrutura da autoridade dos pais e une-se à mulher para formar uma nova estrutura da autoridade. (Gênesis. 2:22-24).

3. Fundamento da criação dos filhos. (Deuteronômio 6:6-7). A paternidade e um dos papéis mais sublimes e desafiadores confiados ao ser humano. Mais do que gerar, criar filhos segundo os princípios divinos exige intencionalidade, graça e constância. Os filhos não são acidentes biológicos, nem um subproduto da vida a dois, mas uma dádiva e uma herança sagrada confiada pelo próprio Criador. Recebê-los com alegria significa alinhar a nossa visão à visão de Deus: olhar para eles como um presente divino e não como um peso, interrupção de planos ou obstáculo financeiro. (Salmos 127:3). A escola não é o local correto para a educação dos filhos (é um local para ensinar disciplinas e profissões). Ou seja, a obrigação de ensinar aos filhos é um dever dos pais. (Provérbios 22:6). A educação moral e ética não acontece por osmose; ela é fruto de um ensino intencional, constante e repetitivo. O texto bíblico fala sobre moldar, canalizar e direcionar a criança ("educar no caminho"). Valores como honestidade, respeito à dignidade alheia, bondade, justiça, generosidade e a distinção clara entre o bem e o mal precisam ser ensinados com preceitos e, sobretudo, por exemplos. Mostre na prática o valor de cumprir a palavra empenhada, de falar a verdade mesmo quando difícil e de tratar todas as pessoas com respeito. Como lemos em Deuteronômio, a Palavra de Deus deve permear todas as esferas e momentos da rotina — seja na mesa, no carro, antes de dormir ou ao acordar. Mais do que memorizar versículos, os filhos precisam ver os pais vivenciando o Evangelho nas crises e nas alegrias. Mostrando como a Bíblia responde aos medos, dúvidas e dilemas cotidianos que enfrentamos.

4. Fundamento dos gêneros: Deus criou macho e fêmea.( Gênesis 1.27-28). Deus criou HOMEM e MULHER e os dotou de órgãos específicos e especialmente destinados à reprodução da espécie, chamados órgãos sexuais ou genitais. “Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou. MACHO e FÊMEA os criou”. Portanto, não existe uma terceira espécie. O relato da criação no livro de Gênesis, fornece o contexto e a base para as distinções de gênero, sexualidade e até mesmo o casamento. (Mateus 19:4-6). Isso é particularmente oportuno em uma época em que há muita confusão de gênero e na qual a identidade de gênero é frequentemente vista por muitos como opcional. Deus criou a humanidade com duas contrapartes complementares — masculino e feminino — e a binaridade dessa obra criativa fornece a estrutura para as relações humanas. Contudo, quanto mais a sociedade se distancia do Criador, mais a cultura busca se afastar desse projeto.Existe uma razão simples pela qual os cristãos não podem se conformar com as tentativas da sociedade de modificar as fronteiras entre os gêneros. Não é porque somos intolerantes ou fóbicos. Não é porque queremos negar os direitos das pessoas ou manter nossas tradições. É porque o gênero é sagrado. Não é algo fabricado pela sociedade e pela cultura. É uma obra eternamente significativa de Deus, destinada a refletir e representar sua própria natureza santa, trina e amorosa em toda a sua Criação. Não ousemos interferir nisso. (Efésios 4:15).

5. Fundamento contra o derramamento de sangue inocente (aborto). (Salmos 139:13-16). Em referência a mulheres grávidas, o termo "com filho" ocorre vinte e seis vezes na Bíblia. O termo "com feto" não ocorre uma vez sequer. Em Lucas 1:36 e 41. Somos informados de que Isabel concebeu um "filho" e que o "bebê" saltou em seu ventre. Deus não diz que um "feto" saltou em seu ventre! Ele diz que A CRIANÇA saltou. Esta é exatamente a mesma palavra que Deus usa para descrever Cristo na manjedoura APÓS Seu nascimento. (Lucas 2:12 e 16). Aos olhos de Deus, um bebê por nascer e um bebê recém-nascido são o mesmo. Ambos são seres humanos vivos! O aborto envolve o derramamento de sangue inocente. (Provérbios 6:16-17 e Deuteronômio 27:25). Quem poderia ser mais inocente do que um bebê por nascer?! No entanto, nossa sociedade se tornou tão perversa que tolera o assassinato de milhões de crianças inocentes todos os anos. A Bíblia diz que Deus ODEIA pessoas que fazem isso. O aborto desvaloriza a vida humana e empurra nossa nação um passo mais perto daquele dia perverso em que se torna lícito matar pessoas inocentes. Aborto mostra falta de afeto natural. Paulo nos diz em II Timóteo 3: 3, que os últimos dias serão caracterizados por pessoas que carecem de "afeto natural". Acreditamos que o movimento pró-aborto é um exemplo perfeito disso. É NATURAL conceber um filho, aprender a amar essa criança, cuidar da criança durante a gravidez, dar à luz a uma criança e, então, criar a criança com o melhor cuidado possível. Esse é o processo natural que Deus ordenou. NÃO é natural matar uma criança! Cometer tal ato é mostrar falta de afeição natural, que é pecado. (Eclesiastes 8:11).

6. Fundamento do IDE de Cristo. Marcos 16:15. Caso o fundamento do IDE (evangelismo), seja destruído não haverá pessoas salvas, pois o ouvir do Evangelho é o canal utilizado por Deus para salvar pessoas. Não há salvação sem a proclamação do Evangelho Santo. (Efésios 1:12-14). Podemos aferir de modo Bíblico a existência de dois evangelhos: O de Cristo. (Romanos 1:16) e o anátema que tenta a todo custo transtornar o verdadeiro Evangelho. (Gálatas 1:7-9). Com isso, afirmamos que existe dois tipos de pregação e ambas tem como alvo principal a alma dos homens. A diferença crucial está no destino final dessas pregações, o Evangelho de Cristo salva. Já o evangelho de satanás faz perecer o corpo e alma no inferno. (Mateus 10:28). Vejam bem, o sistema o qual chamamos de mundo, considera sábio os eruditos, governantes, grandes artistas e etc. Porém, para o rei Salomão, que foi o homem mais sábio que já existiu no mundo afirmou que o verdadeiro sábio ganha almas. (Provérbios 11:30).

O que é Evangelismo? Simplesmente cada salvo membrado e em comunhão com o corpo (que é a igreja), deve pregar e levar as boas novas da salvação. Assim, evangelizar é diferente de verdadeiramente converter, que só cabe ao Espírito. Cada crente fazendo a sua parte: confessar, contar, dizer, falar, testemunhar, pregar o evangelho; e deixando e orando que o Espírito Santo se agrade de fazer o que só Ele pode fazer: converter. (João 16:7-8). A Bíblia ensina que o Cristo não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. (Lucas 9:56). Esta é a mensagem que devemos dispensar aos pecadores não remidos. O salvo tem a obrigação de mostra a todos os homens que o jugo de Cristo trará descanso para suas almas. (Mateus 11:29). Concluímos pois, que temos uma linda missão de anunciar o Evangelho da paz, levando as boas novas. (Romanos 10:15). E apesar de não temos o poder de salvar ninguém temos a obrigação de levamos o Evangelho do Nosso Senhor aos descrentes. (1 Coríntios 9:16). CUMPRAMOS ENTÃO, A ORDEM DO NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO.

7. Fundamento da nossa confiança. Salmos 118:5-9. Durante tempos perigosos, os homens não apenas podem falhar com você, mas também podem se voltar contra você. (Jeremias 17:5). Estude a Bíblia e a história e você verá vários exemplos de homens que abandonaram o próximo. Demas voltou para o mundo e abandonou Paulo. (2 Timóteo 4:10). Judas traiu Jesus com um beijo. (Mateus 26:48-50). No entanto, quando sua confiança está no Senhor, Ele usa pessoas para te ajudar. (Atos 28:10). As pessoas que não possuem Cristo como Senhor e Salvador de suas almas, olham para as eleições como a solução de seus problemas. Um homem (exceto aqueles usados pelo Senhor), jamais será a solução dos problemas. Já o salvo deve ter como recursos invocar e clamar ao Salvador. (Salmos 55:16-18). Nunca esquece de que toda a boa dádiva vem do alto e nada teremos se não for permitido no céu. (Tiago 1:17 e João 3:27). As situações desesperadoras, talvez seja, a maneira mais eficaz que reconhecermos e aprendermos a esperar em Deus de todo o coração. (Salmos 37:4-6). A sua confiança está no Senhor? (Provérbios 3:26). Quando sua confiança está no Senhor, você pode se deitar e não ter medo, pode dormir bem, não precisa ter medo do medo repentino e não precisa temer o porvir. (Isaías 41:10 e Isaías 40:31). Quando colocamos a nossa total confiança no Senhor, notadamente os frutos aparecerão e teremos uma vida frutífera e abençoada (Jeremias 17:7-8). E com alegria louvaremos ao nosso Salvador. (Salmos 33:1). A confiança nos traz a verdadeira paz, que excede ao entendimento humano, cremos e confiamos perpetuamente no Senhor. (Filipenses 4:7 e Isaías 26:3-4). Independente da situação ou circunstância aquele que tem a paz de Deus refrigera a alma, com a tranquilidade e confiança que só o nosso Pai nos dá. A paz verdadeira e diferente da paz que o mundo dá (João 14:27). O crente sabe que Deus é a sua fortaleza nos tempos de angústia. (Salmos 37:39-40).

Lembre-se:

Mesmo que ninguém acredite em Deus, Deus existe.

Mesmo que ninguém acredite que a Bíblia seja a palavra de Deus, ela continua sendo a verdade.

Mesmo que ninguém se importe com os ensinamentos da Bíblia, todos serão julgados no último dia.

Mesmo que ninguém acredite que o dia do julgamento chegará, Jesus ainda virá e executará o Seu julgamento. (Romanos 14:11 E Efésios 2:10).

Os cristãos do Novo Testamento também viveram durante um tempo de “alicerces desmoronando”, mas foram lembrados de que a verdade de Deus ainda era válida, os alicerces eternos ainda estavam intactos; não se deixem enganar quando as pessoas afirmarem o contrário (Efésios 5:6).

Bibliografia: Bibliografia: 10 Maiores Ataques À Família (Cristã) De Hoje. Escrituras Sobre. Hélio de Menezes Silva. Jan.2020.

A Família, No Projeto De Deus, No País Chamado De Bíblia. Hélio de Menezes Silva, jan.2020



Referências Bíblicas: Recomenda-se o uso estrito da LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional), ACF(Almeida Corrigida Fiel) ou BKJ-1611 (Bíblia King James)

Esperança-PB, 18 de Outubro de 2026.

Pr. Walter Costa

domingo, 4 de janeiro de 2026

Estudo expositivo em Romanos – Ensinamento 34. Capítulo16:1-27.

Romanos 16:1-16. Diversas saudações e recomendações. O apóstolo utiliza os 16 (dezesseis) primeiros versículos do capítulo para fazer saudações ou recomendações. Não analisaremos detalhadamente cada versículo, mas pontuaremos aqueles que podem deixar alguma dúvida e os que servem como exortação para os crentes da atual dispensação. Considerações sobre as saudações e recomendações. Os defensores da ordenação de pastoras baseiam-se em textos fora do seu contexto para criarem essa terrível heresia. Por exemplo:

Febe: A palavra grega diakonos, usada por Paulo em referência a Febe, não é um termo técnico e significa simplesmente “uma serva”. Paulo, ao aplicar este termo a ela, não diz que Febe era uma oficial ordenada na igreja, mas sim que era uma serva. O Senhor Jesus usa o termo servo (diakonos) neste mesmo sentido não técnico em Marcos 10:43, ao dizer: "qualquer que dentre vós quiser ser grande, será vosso serviçal" ou servo (diakonos). 

Priscila e Áquila: Foram apresentados como ministros fiéis a Cristo. Diz-se que o nome de Priscila foi mencionado primeiro, indicando, provavelmente, que ela era mais "proeminente" no ministério que seu esposo. Acontece que Priscila, em lugar algum, é descrita como participante de uma atividade ministerial que esteja em contradição com as Sagradas Escrituras. Priscila e Áquila levaram Apolo até sua casa e ambos o discipularam, explicando-lhe a Palavra de Deus de modo mais preciso (Atos 18:26). 

Júnias: Há várias questões relacionadas à interpretação deste texto. A primeira depende da solução de um problema textual. Existem três variantes do nome Júnias nos manuscritos gregos de Romanos 16:7. As duas primeiras divergem quanto à acentuação da palavra no grego: 

(1) Iounia=n, que seria o acusativo de Iounia=j (Júnias, masculino); 

(2) Iouni/an, que seria o acusativo de Iouni/a (Júnia, feminino);

(3)A terceira variante é Iouli/an, que corresponderia ao feminino Júlia. 

Outro ponto a ser analisado é que a questão depende da interpretação da expressão "notável entre os apóstolos". Significa que Júnias era um dos apóstolos, já antes de Paulo, e um apóstolo notável? Ou apenas que os apóstolos tinham Júnias em alta conta? 

Porque Jesus Cristo escolheu somente homens para serem apóstolos? É evidente que todos os escolhidos por Jesus foram homens por ser esta uma exigência fundamental que o Mestre estabeleceu para o modelo de liderança na Igreja. Isso não significa que Jesus não tenha admitido mulheres como discípulas; muito pelo contrário. Muitas delas foram mulheres formidáveis que O serviam, embora não exercessem a função de líderes. Vale ressaltar que a ausência na liderança não retira o valor da pessoa. Propõe-se aqui um desafio bíblico para reflexão sobre certas práticas comuns no meio evangélico atual: quantas mulheres fundaram e lideraram igrejas no Novo Testamento? Nenhuma. Elas foram auxiliadoras valiosas e fundamentais, mas não ultrapassaram a função divina que lhes foi estabelecida. As demais recomendações são de fácil compreensão e demonstram o carinho do apóstolo para com os irmãos. 

Romanos 16:17 – Anotar e desviar. A Bíblia mostra que os crentes devem se afastar por completo daqueles que promovem escândalos (indignação, perplexidade ou sentimento de revolta provocados por ato que viola convenções morais e regras de decoro) e dissensões (falta de concordância a respeito de algo; divergência, discrepância, estado de litígio; desavença, conflito ou disputa) contra a doutrina de Cristo. Sabemos que o principal inimigo da Sã Doutrina é Satanás e que, como tal, buscará de todas as maneiras aniquilar a verdadeira doutrina trazida dos céus por Cristo (Jo 7:16-17). Portanto, é de suma importância que nos desviemos de tais pessoas e nos esforcemos no cuidado com a doutrina (I Tm 4:16). Se você é um salvo, membro da igreja de Cristo, que é batista de doutrina (não denominacional), tem a obrigação de falar apenas o que convém à Sã Doutrina (Tt 2:1). 

Romanos 16:18 – Enganando os corações dos simples. A literalidade das Escrituras deixa claro que a igreja de Deus sofreria diversos ataques dos falsificadores da Sã Doutrina, que, com palavras fingidas e avareza, fariam negócios com aqueles de corações simples (II Pe 2:1-3). Esses são os inimigos da cruz, que pensam apenas nas coisas terrenas (Fp 3:18-19). O crente não deve ser surpreendido por falsos ministros, afinal, o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz (II Co 11:13-15). 

Romanos 16:19 – Sábios para o bem e simples para o mal. O apóstolo estava confiante na obediência dos irmãos de Roma, certo de que a prudência prevaleceria (Mt 10:16). Em outras palavras, Paulo nos exorta a sermos meninos na malícia e adultos no entendimento (1 Co 14:20). Obviamente, a obediência é um atributo que advém da forma como recebemos a doutrina (Rm 6:17). 

Romanos 16:20 – Em breve o inimigo será esmagado. Fato relacionado a Gênesis 3:15, onde Cristo esmagará o pai da mentira e o lançará no lago de fogo juntamente com a besta e o falso profeta (Ap 20:7-10). Infelizmente, muitos também terão o mesmo destino (Mt 25:41). 

Romanos 16:21-24 – Novas saudações. Vale destacar o versículo 22, que mostra que Paulo ditava as informações enquanto Tércio redigia a carta. 

Romanos 16:25-26 – A revelação do mistério. O grande mistério que esteve oculto em todos os tempos nos foi revelado pelo Evangelho. Na cruz, Cristo desfez a inimizade e derrubou o muro da separação. Não há mais distinção (Ef 2:14-18 e Cl 1:26-27). Em Cristo não há circuncisão ou incircuncisão; o que realmente importa é ser uma nova criatura (Gl 6:14-15). A manifestação das Escrituras revelou a face do Evangelho Santo, que é a obra de Cristo na cruz: o Senhor morreu pelos nossos pecados (I Co 15:1-4). 

Romanos 16:27 – Glória ao Deus único. O apóstolo conclui afirmando que Deus é único, sendo o Deus tanto dos judeus quanto dos gentios (Rm 3:29-30). Como Deus sábio, Ele mostra que Sua sabedoria e conhecimento são insondáveis ao homem. Ele é o único que merece glória eternamente (Ro. 11:33-36). 

Pastor Walter Costa. 
Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por crentes fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611. 
Aplicado na IBBF Esperança-PB, 04 de Janeiro de 2026.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Estudo expositivo em Romanos – Ensinamento 33. Capítulo15:14-33.




Romanos 15:14. Cheios de bondade e conhecimento. Seguramente, quando Paulo fala que os irmãos do ajuntamento de Cristo em Roma estão cheios de bondade, ele está aflorando a ação do Espírito Santo na vida daqueles irmãos, uma vez que é impossível ao homem natural, em sua natureza, ter algo de bom. Gl. 5:22. A assembleia local de Roma estava enriquecida em Cristo, exalando a fragrância do Seu conhecimento. I Co. 1:4-5 e II Co. 2:14. A importância de crescer no conhecimento espiritual torna o irmão capaz de admoestar um ao outro, evitando com isso, que possam cair no engano de palavras persuasivas (capacidade de convencer com facilidade). Cl. 2:2-4.

Romanos 15:15-18. Ministério entre os gentios (a graça dada a Paulo). Paulo recebeu a ordem de ir aos gentios, do próprio Cristo. Atos 9:15. Ele tinha um cuidado especial com a nação gentílica e buscava produzir frutos entre eles. Ro. 1:13. Paulo evangelizou usando apenas a obra de Cristo, não utilizou artifícios e estratégias para confundir a mente das pessoas com vãs filosofias e doutrinas de homens. Em seu ministério, Paulo não propôs outra coisa a não ser Jesus Cristo e esse crucificado. I Co. 2:1-2. Nós, os salvos da atual dispensação, devemos tomar o exemplo de Paulo, que não optou por pregar o Evangelho, e sim recebeu com alegria a obrigação imposta. I Co. 9:16.

Romanos 15:19-21. Não edificando sobre o fundamento alheio. Paulo recebeu e anunciou o Evangelho através do poder do Espírito de Deus, com sinais e prodígios, que eram a comprovação do seu apostolado. II Co. 12:12. Literalmente, Paulo levou o Evangelho aos lugares mais longínquos e não apenas nos arredores de Jerusalém e Judeia. Ou seja, em seu fervor missionário, o apóstolo não se deteve a evangelizar em locais onde outros haviam semeado a palavra. II Co. 10:13-16.

Romanos 15:22-24. O desejo de ver os romanos. O fato de evangelizar em locais distantes é dito por Paulo como fator primordial para ele não ter ido até os romanos. Quando ele fala que não há lugares nas regiões, refere-se ao fato de levar o Evangelho de Jerusalém ao Lírico, levando a Palavra de cidade em cidade, plantando igrejas nestas localidades. Com a certeza do dever cumprido, Paulo agora desejava ver os irmãos de Roma e ter momentos de comunhão.

Romanos 15:25-28. Ministrar aos santos. O crente deve sempre fazer o bem, para não cair no pecado da omissão. Tg. 4:17. Mas, para se cumprir esta ordem, devemos analisar quais são os critérios que a Bíblia ensina. O bem deve ser feito a todos. Porém, os irmãos na fé devem ter prioridade nas ações voltadas para suprir as necessidades. Gl. 6:10. Ore sempre pelo bem-estar dos irmãos, mas fique atento às suas necessidades, afinal, se Deus tem suprido as nossas carências temporais, devemos ter esse entendimento para com os irmãos e para com o próximo, melhor é dar do que receber. Atos. 20:35. Se somos participantes dos bens espirituais, logicamente devemos ser dos temporais. O crente deve fazer todo e qualquer coisa com prontidão de vontade. II Co. 8:12.

Romanos 15:29. Plenitude de benção do Evangelho. Nesta passagem, o Espírito Santo mostra, por meio de Paulo, qual é o normal dos crentes estarem cheios das bênçãos do Evangelho de Cristo. Plenitude significa: pleno, completo, sem restrição, é justamente neste sentido que o apóstolo exorta os romanos, para que os mesmos não se contentem apenas com a salvação e sim com a plenitude do Evangelho. Devemos entender que a plenitude do Evangelho é está cheio das doutrinas da graça e verdade, das quais Cristo está cheio e, por estarmos em Cristo, nós também recebemos tão grande bênção. Jo. 1:14-16 e Ef. 1:3.

Romanos 15:30-31. Combatendo em orações. Mais uma vez, somos exortados a permanecer combatendo em orações uns pelos outros. Paulo rogava aos irmãos que estivessem em constante oração por ele e por todos os santos. II Co. 1:11 e Ef. 6:18-19. Devemos fazer o mesmo com aqueles irmãos que fazem viagens missionárias, que levam o santo Evangelho aos perdidos, rogando a Deus para os proteger e os livrar dos perigos.

Romanos 15:31-33. Paulo deseja alegrasse com os irmãos de Roma. A vontade de Deus sempre deve ser colocada em primeiro lugar. A alegria da comunhão entre irmãos é algo que deve ser nutrido nas assembleias de Cristo. Sl. 133:1. É justamente nesse sentido que Paulo deseja encontrar-se com os santos que estão em Roma. Sentimento esse que não deve ser diferente nos ajuntamentos locais. Como posso dizer que amo a Deus, se não amar ao meu irmão? I Jo. 4:20. O apóstolo termina o capítulo com a saudação sobre a paz de Cristo, a qual os crentes receberam pela fé na pessoa de Jesus Cristo. Jo. 14:27.


Pastor Walter Costa.

Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preserva­do por Deus em ininterrupto uso por crentes fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611.

Aplicado na IBBF Esperança-PB, 21 de Dezembro de 2025.

domingo, 14 de dezembro de 2025

Estudo expositivo em Romanos – Ensinamento 32. Capítulo15:1-13.


Romanos 15:1-2. Cada um agrade ao seu próximo. Novamente, o apóstolo exorta aqueles que estão em posição de firmeza na fé e na doutrina a se portarem de maneira tal a suportar as fraquezas dos irmãos. Partindo do pressuposto de que somos espirituais e que existem crentes que estão espiritualmente mais fortalecidos, então, esses são responsáveis por levar de forma mansa e pacífica as cargas dos outros. Gl. 6:1-2. Os receba de forma agradável, mostre com entendimento o conhecimento da verdadeira Luz, sinta as necessidades dos irmãos, ponha-se no lugar do outro. Lc. 6:31. A única ressalva nessa conduta ocorre quando, para agradar ao próximo, for necessário desagradar a Deus; nesse caso, o Senhor sempre terá a preferência. Gl. 1:10.

Romanos 15:3. Cristo é o exemplo maior. Cristo é o exemplo maior na distinção entre o compromisso com a vontade soberana de Deus e amar o próximo. Em Cristo, vemos com perfeição a diferença entre apenas agradar ao próximo e o verdadeiro sacrifício de amor. Jesus não buscou as suas realizações, não tirou proveito do fato de ser Deus, não buscou honra e glória, mas simplesmente fazer a vontade do Pai, Jo. 4:34. Mesmo sendo Deus, fez de Si mesmo sem nenhuma reputação, humilhando-Se por nós até a morte na cruz. Fp. 2:7-8. As injúrias que seriam destinadas a nós caíram sobre Ele. Sl. 69:9. Vejam as humilhações que o nosso Salvador suportou: Amigo de pecadores: Mt. 11:19. Tinha demônio: Jo. 8:48. Acusado de blasfêmia e sedição. Lc. 23:2. Na cruz, o insultaram e zombaram do Senhor. Mt. 27:39-44. Todo isso Ele suportou por nós, pecadores.

Romanos 15:4. Tudo que antes foi escrito serve de ensinamento. Paulo (divinamente inspirado) explica o uso da referência do Salmo 69, mostrando que aquela citação não se referia a Davi e sim a Cristo. Encontramos Cristo em todos os livros da Bíblia, afinal, por Ele foram criadas todas as coisas, o Verbo era Deus. Jo. 1:1-4. Aprenda e pratique as Sagradas Escrituras. II Tm. 3:16-17. A Bíblia é uma “biblioteca” cheia de divisões, que deve ser minuciosamente Lida, Examinada, Crida e Aplicada na vida de um crente. A Bíblia é composta de dois testamentos, 66 diferentes livros, 1.189 capítulos, 31.173 versículos, 773.692 palavras. Os diferentes livros da Bíblia abrangem temas diferentes e foram dirigidos a diferentes públicos. Os livros da Bíblia foram escritos por cerca de 40 homens diferentes durante um período de cerca de 1500 anos.

Romanos 15:5-6. Tenham todos o sentimento. Palavra de Deus nos revela que Ele é a fonte de toda consolação e perseverança. Não é o esforço humano que sustenta a caminhada cristã, mas a ação contínua do Senhor na vida daqueles que se refugiam n’Ele e se apegam firmemente à esperança que lhes foi proposta. É Deus quem fortalece o coração, renova a fé e confirma os Seus filhos, conduzindo-os com graça e fidelidade (II Ts 2:16–17; Hb 6:18). À luz dessa verdade, somos chamados a permitir que o Espírito Santo opere em nós um mesmo sentimento, moldando nossos corações à semelhança de Cristo. Isso se expressa em amor mútuo, humildade, unidade de propósito e harmonia no pensar, para que, juntos, glorifiquemos a Deus com uma só voz e um só coração. A unidade da Igreja não é uniformidade forçada, mas fruto da ação divina que nos une em torno da verdade do Evangelho (I Co 1:10 e Sl 133:1).

Romanos 15:7. Receba o irmão, do mesmo modo que Cristo te recebeu. Quanto você recebeu, Cristo era perfeito? Sem falhas? Claro que era (é) cheio de imperfeições, por isso mesmo, não devemos rejeitar o irmão ou fazer acepções entre irmãos. Tg. 2:1. O exemplo bíblico do comportamento do crente está explícito em II Coríntios, onde Paulo nos exorta a não buscarmos o nosso próprio proveito. II Co. 7:2.

Romanos 15:8-9. A misericórdia do Senhor é para todos. Devemos sempre olhar a nossa situação, como sendo devedores e jamais merecedores de qualquer dádiva do Senhor. Sl.126:3. Afinal as misericórdias de Deus são a causa de não sermos consumidos. Podemos definir misericórdia como, um termo Bíblico que refere-se a: benignidade; perdão; bondade; longanimidade; proteção e amor de Deus para com todas as criaturas. Sl. 25:6- . Nesta passagem, o apóstolo apenas confirma “paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança”. Ou seja, ele reforça os ensinos dos judeus de que o Messias viria buscar as ovelhas perdidas de Israel. Mt.15:24. Mostra também a promessa feita ao patriarca Abraão, que abrange todas as nações, bendito é todo aquele que é descendente de Cristo. Gl.3:16 e 29. Ou seja, não há nenhum diferencial entre crentes judeus e crentes gentios. Sendo certo que devemos receber a todos com o amor genuíno.

Romanos 15:10-12. Louvai ao Senhor. O louvor é um dos nortes da vida de um crente. Portanto, ao prestá-lo, o salvo deve estar convicto de que só agradará ao Pai, se a sua manifestação honrosa a Deus estiver plenamente fundamentada nas Sagradas Escrituras. Ef. 5:19. Notadamente, o louvor vem de dentro para fora, ou seja, do vosso coração. São duas as características basilares do louvor, ambas igualmente importantes, adorar em espírito e em verdade. Jo. 4:23-24. A Palavra de Deus foi enviada aos gentios e eles ouviram e creram (Atos 28:28 e 13:48). Confirmando a profecia do Salmo 117. Sl. 117:1-2. Todos os salvos, sem exceção, devem glorificar a Deus e nunca se gloriar em si mesmos. Cristo foi manifesto aos gentios, esse é o mistério que esteve oculto. Cl. 1:26-27.

Romanos 15:13. Cheios de gozo e paz. Os gentios eram estranhos à promessa, viviam sem Deus no mundo, mas, pelo sangue de Cristo, foram resgatados. Ef. 2:12-13. Então, receberam uma grandiosa promessa, passando a ser participantes da natureza divina. II Pe. 1:3-4. O crente (gentio ou judeu) tem gozo e paz, pois permanece no Pai e no Filho, crendo na Sua promessa. I Jo. 2:24-25.


Pastor Walter Costa.

Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preserva­do por Deus em ininterrupto uso por crentes fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611.

Aplicado na IBBF Esperança-PB, 14 de Dezembro de 2025.

domingo, 7 de dezembro de 2025

Estudo expositivo em Romanos – Ensinamento 31. Capítulo14:13-23.

 

IGREJA BATISTA BÍBLICA

FUNDAMENTALISTA DE ESPERANÇA-PB




Romanos 14:13. Não pôr em tropeço ou escândalo ao irmão. Em muitas situações, o irmão que se sente mais forte age de forma errônea, com isso, retarda o desenvolvimento daquele que está mais fraco ou ainda é menino na fé. A assembleia local (corpo de Cristo) deve funcionar com todas as juntas fazendo a justa operação, ou seja, o mais forte diante da conjectura bíblica, deve aconselhar e admoestar o irmão mais fraco (Ef. 4: 12 e 16). Uma das formas que o crente maduro tem de edificar e aperfeiçoar os demais é evitar o escândalo (I Co. 10:32 e Lc. 17:1-2).

Romanos 14:14. Nada é imundo em si mesmo. Nada que comemos pode ser considerado imundo, o próprio Senhor em Seu ministério terreno, ensinou que a distinção entre comida cerimonialmente limpa e impura havia terminado (Mc. 7:15-23). Paulo afirma, com plena certeza fundamentada no Senhor Jesus, que nenhum alimento é impuro por natureza para o cristão (I Tm. 4:4). Na prática, não existem alimentos intrinsecamente proibidos. Essa verdade amplia o ensino anterior de Paulo: tudo aquilo que a Bíblia não condena claramente é permitido aos crentes, desde que seja usado com gratidão e bom senso diante de Deus. . Porém, muitos dos irmãos não compreenderam assim e insistiam em fazer diferença entre alimentos imundos e alimentos puros. Vejam bem, a imundícia não é decorrência dos objetos ou alimentos, e sim das mentes dos impuros (Mt 12:34-35 e Mt. 15:18-19).

Romanos 14:15-16. Não destrua o irmão através do escândalo. Paulo volta-se agora para aqueles que, confiantes em sua liberdade em Cristo, acabam agindo sem sensibilidade para com irmãos cuja consciência é mais frágil. Ele declara que não é possível desfrutar dessa liberdade e, ao mesmo tempo, afirmar que se ama o próximo. De forma profunda, Paulo nos lembra que não devemos permitir que algo tão passageiro quanto a comida cause prejuízo espiritual a alguém por quem Cristo derramou Seu precioso sangue. O crente sabe, como vimos no versículo anterior, que não há nenhum tipo de impureza nos alimentos. Mas, devido à possibilidade de pormos um irmão em tristeza, por causa da nossa ação, devemos evitar comidas que sabemos que são sacrificadas a ídolos em cerimônias satânicas (I Co. 10:27-30). A nossa conduta pode ser a causa da destruição moral do irmão. Lembre-se, o amor para com os irmãos requer sacrifícios (I Co. 8:13). Na passagem, Paulo usa o verbo destruir no imperativo presente “destruas” e isso é importante. Esse tempo verbal aponta para algo temporário, não definitivo. Se ele tivesse usado o aoristo (tempo verbal do grego koinê), a língua em que o Novo Testamento foi escrito. Representaria uma ação completa, vista como um todo, sem indicar se ela é contínua, repetida ou duradoura. Assim sendo, o assunto aqui tratado não é a condenação eterna, mas de um impacto momentâneo na vida espiritual do irmão mais fraco.

Romanos 14:17-18. O reino de Deus não é só comida e bebida. Paulo refere-se ao fato de que o reino de Deus não é alcançado por meio de obras ou comportamento do homem, e sim pela perfeita justiça imputada aos salvos pela fé. Não é a comida que nos faz agradáveis a Deus (I Co. 8:8-9) e sim nos tornamos agradáveis ao Pai pela ação do Filho (Ef. 1:5-7). Quando cremos e recebemos a doutrina de coração, buscamos de forma natural andar dignamente, sabendo que somos participantes da herança dos santos, pois Deus nos fez idôneos (capaz, habilitado, apto) para isso (Cl. 1:10-12).

Romanos 14:19-21 O crente deve seguir as coisas que servem para a edificação. A liberdade dos crentes, advinda da graça de Cristo, permite que o mesmo faça qualquer coisa. Mas, ao mesmo tempo que somos livres, devemos buscar apenas aquelas coisas que edificam e não nos deixar dominar pelas demais (I Co. 6:12). A edificação é a base estrutural da vida espiritual do crente. A salvação é um ato, porém a edificação é um processo com diversas fases, por isso mesmo, é de suma importância a mútua edificação entre os crentes (Jd.1:20-21). Às vezes é necessário, em determinados momentos, renunciarmos a algo que, aos nossos olhos, não causaria mal nenhum, em troca do bem-estar e edificação do irmão (I Tes. 5:11). Nunca devemos achar que somos indestrutíveis, pelo contrário, necessitamos estar atentos para não cairmos e magoarmos o nosso irmão. (I Co. 10:12). A liberdade do crente NÃO é o direito de fazer o que queremos, mas a capacidade de fazer o que devemos. (I Co. 10:23).

Romanos 14:22. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo. O apóstolo não está falando da “fé para salvação, mas em decidir sobre coisas em que a Bíblia não tem instrução explícita estendendo-se aos da atual dispensação das assembleias locais” (comentário de Hélio Menezes na LTT). Quando estamos enraizados nos ensinamentos bíblicos e cremos literalmente nestes ensinamentos, sabemos que até mesmo se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração (I Jo.3:20-21). A Palavra de Deus deve habita abundantemente na vida do crente. Faça sempre a si mesmo essa pergunta: O meu caminhar glorifica a Deus? (Cl. 3:16-17).

Romanos 14:23. Tudo que não é de fé é pecado. Temos aqui o contraste do versículo 22, quando fazemos algum em dúvida, não estamos fortalecidos na fé e o simples fato de duvidar, já é pecado. A condenação aqui citada não é a eterna, pois não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus (Ro. 8:1), refere-se a imputação da disciplina, por parte de Deus para com os Seus filhos (Hb. 12:6-8). Este fato, a dúvida aplica-se não apenas ao comer e sim a qualquer outro motivo que o crente faça sem fé. Afinal o justo viverá pela fé (Ro. 1:17).

Pastor Walter Costa.

Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preserva­do por Deus em ininterrupto uso por crentes fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611.

Aplicado na IBBF Esperança-PB, 07 de Dezembro de 2025.

domingo, 30 de novembro de 2025

Estudo expositivo em Romanos – Ensinamento 30. Capítulo14:1-12.







Romanos 14:1. Tratando com os fracos na fé. Podemos afirmar que os enfermos na fé são aqueles que creem na obra salvadora de Cristo, mas ainda possuem arraigados em seu viver algumas doutrinas, hábitos e preceitos do velho homem. Neste sentido, o crente mais experimentado na Palavra do Senhor (Hb. 5:13-14), deve suportar (em relação a dar suporte) o irmão fraco na fé sem contendas e, se possível exortando o mesmo no conhecimento das Escrituras, mostrando que para os crentes a graça de Deus é suficiente (II Co. 12:9-10). Você que está forte na fé, deve conduzir o irmão que está fraco com mansidão, mostrando que Deus já nos santificou e nos conserva irrepreensíveis (I Tes. 5:23-24).

Romanos 14:2-3. Nada é impuro para os purificados. O irmão fraco na fé, principalmente o neófito, traz consigo as proibições religiosas impostas pelas doutrinas de demônios que ordenam a abstinência de certo tipo de alimento ou não comê-lo em certos dias (I Tm. 4:3). O sistema religioso torna impuro o que Deus purificou (At. 10:11-15 e Tt. 1:15). O crente pertence a Deus independentemente de estar forte ou fraco na fé, então, antes de questionarmos o nosso irmão, seria melhor julgarmos a nós mesmos, para ver se a nossa atitude não estaria de certa forma, trazendo escândalo ao próximo (I Co. 11:31-32 e Cl. 3:17 I Co. 10:31).

Romanos 14:4. Quem és tu, para julgar o servo alheio? O irmão com a fé mais robusta é responsável direto pelo irmão com a fé enfraquecida, por isso mesmo, não deve julgá-lo e SIM exortá-lo. O crente que está em uma situação de fortalecimento na fé sabe muito bem que o Senhor é quem nos sustenta e fortalece (I Pe. 5:10 e Fp. 2:13). Em momentos em que há discordância entre irmãos, cabe ao mais forte suportar a fraqueza do mais fraco. Três fatores são predominantes para evitarmos atritos e julgamentos errôneos: seja sincero; ajude e compreenda o irmão. Quando executamos esses três fundamentos, evitamos contendas e nos enraizamos no perfeito amor e nos enchemos da plenitude de Deus (Ef. 3:17-19).

Romanos 14:5-6. Seguro em sua própria mente. Nesta passagem, o apóstolo faz uma observação acerca de certos costumes, como por exemplo: a observância do sábado e das festas judaicas, isso estava trazendo algumas querelas entre os irmãos, os crentes de origem judaica, achavam que deveria cumprir determinados dias, já os crentes gentios achavam desnecessário tal observância. Hoje, por termos o CÂNON completo, sabemos que esse tipo de discussão é irrelevante, baseada em rudimentos fracos e pobres (Gl.4:9-10). A exortação principal é que os mais fortes devem suportar os mais fracos (Ro. 15:1-2).

Romanos 14:7-8. Somos propriedade especial do Senhor. Quando Cristo pagou o preço do nosso resgate, passamos de inimigos de Deus a templo do Espírito Santo. Aquele que nasceu de novo é constrangido pelo amor que recebeu de Deus a glorificar o Criador no corpo e no espírito (I Co. 6:19-20 e II Co. 5:14-15). A nossa vida não nos pertence mais, e sim vivemos para e por Cristo que nos amou e Se entregou a Si mesmo por nós (Gl. 2:20). Ou seja, o crente não deve viver para agradar a si mesmo, mas para agradar e engradecer ao Senhor (Fp.1:20).

Romanos 14:9. Cristo é o Senhor dos vivos e dos mortos. Paulo falava aos santos que estavam em Roma (Ro. 1:6-7), diante disso, podemos concluir que o Espírito Santo, nos mostra que independente da nossa situação pertencemos ao Senhorio de Cristo e O temos como Mestre e Senhor (Jo. 13:13 e Fp. 1:21). O apóstolo recorre a uma linguagem mais poética para explicar que foi justamente por isso que Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou. Ao passar pela vida e pela morte, Ele tornou-se Senhor tanto dos vivos como dos que já partiram e vivem agora na eternidade. Cristo experimentou ambas as realidades e, por isso, possui plena autoridade sobre todos.

Romanos 14:10-12 O tribunal de Cristo. Sabemos que os filhos de Deus não serão condenados (Ro. 8:1), porém, este fato não implica dizer que não passaremos por um tribunal, no qual será feita a prestação de contas dos nossos atos (Hb. 9:27). Neste juízo, pelo qual apenas os salvos passarão, o crente prestará contas ao Senhor que recompensará (galardão) aqueles que foram mais fiéis, firmes e constantes na utilização dos dons e talentos dados a cada um. (Hb 6:10).

O JULGAMENTO (I Co. 3:11-15). Como vimos, todos os salvos, aqueles que depositaram sua salvação unicamente na obra de Cristo, vão comparecer diante do Tribunal de Cristo e poderão ter as suas obras queimadas no fogo. Notem que a pessoa NÃO será QUEIMADA. Suas obras, é que SERÃO.

Prestaremos conta sobre:

Nosso tempo. A ordem é viver prudentemente, como um homem sábio, remindo o tempo (Ef. 5:15-16).

Nossos dons e capacidades. (I Co. 12:11). O Espírito Santo é quem opera nos salvos os diversos dons e capacidades e que os reparte conforme a sua vontade. O salvo tem o compromisso de ser um bom despenseiro do Senhor, distribuindo com zelo e empenho as responsabilidades que o Espírito Santo repartiu conosco. Lembrando que tudo é feito para que Deus seja glorificado. (I Pe. 4:10-11).

Os talentos a nós confiados. (Mt. 25:19). Há um ditado popular que diz: “não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje”, não sabemos o dia e hora que o Nosso Senhor voltará e nos tomará conta dos talentos que Ele nos confiou. (II Co. 8:12).

Nossas negligências. (Tg. 4:17). Não existe maior bem no mundo do que falar da salvação eterna, do amor de Deus, da Sua graça e misericórdia aos perdidos. Quando deixamos essa oportunidade passar, estamos sendo negligentes. A falta de aplicação na realização das tarefas, a desatenção e o descuido interrompem a nossa comunhão com Deus. Isso nos faz negligenciar os conselhos do Senhor (Pv. 1:25 e Hb. 5:11).


Pastor Walter Costa

Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preserva­do por Deus em ininterrupto uso por crentes fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611.

Aplicado na IBBF Esperança-PB, 30 de Novembro de 2025.

domingo, 23 de novembro de 2025

Estudo expositivo em Romanos – Ensinamento 29. Capítulo13:8-14.









Romanos 13:8. Não devais nada a ninguém. O crente deve pautar a sua vida à luz das Sagradas Escrituras, portanto, seguindo os ensinamentos bíblicos, o salvo sabe que não é um hábito saudável adquirir dívidas desnecessárias. O mau planejamento financeiro tem sido causa de tropeço entre os crentes. Podemos aferir de modo bíblico que Deus tem um modelo para as finanças dos crentes e aqueles que permanecem dentro desse modelo são prudentes e abençoados. Mt. 7:24-25. Não devais nada a ninguém, não tome emprestado e, caso tenhas realmente necessidade de pedir algum valor a outra pessoa, honre a sua palavra, afinal, quem toma emprestado torna-se servo daquele que emprestou. Pv. 22:7. Na contramão da ordem de que não devemos nada material a ninguém, somos exortados a nos preenchermos com a dívida do amor, essa dívida de ser perene e nunca deve ser amortizada e sim avolumada. Quando entendemos que nossa dívida de amor é impagável, cumprimos a lei moral de Deus. Jo. 13:34 e I Tm. 1:5. O ódio gera contendas, já o amor encobre todos os pecados. Pv. 10:12 e I Pe. 4:8.

Romanos 13:9-10. O amor resume os mandamentos. Enquanto a Lei mosaica elencava circunstâncias nas quais os judeus eram obrigados a cumprir a Lei em sua totalidade, na atual dispensação o crente é chamado a atentar para a lei da liberdade. Tg. 2:10-12 e Gl. 5:1. O caráter gracioso dos ensinamentos de Cristo Jesus é imensurável, pois nos resgatou da condenação eterna e ainda nos deu o modelo a seguir. Mt. 5:13-14. O crente, aquele guiado pelo Espírito Santo, sabe que o verdadeiro amor não fará mal ao seu próximo e se porta com decência. Paulo, em exortação aos irmãos de Coríntios, enumera 15 características norteadoras do amor bíblico. I Co. 13:4-7. Na medida em que o salvo demonstra a essência do amor para com todos, ele está em concordância e obediência à Lei e aos preceitos morais de Deus. I Jo. 4:20-21.

Romanos 13:11. Tempo de despertar do sono. Aqui, o apóstolo retorna à urgência de pormos em prática, não apenas os ensinamentos do capítulo 13, mas sim de toda a doutrina aprendida na carta de Romanos e em toda a Escritura. Então, devemos despertar para a obra do Senhor, a vida na carne é breve e podemos perdê-la a qualquer momento. Sl. 103:15-16 e Tg. 4:14. É hora de despertarmos para as coisas eternas. Quando estávamos em trevas e vivíamos na vontade da carne e do pensamento, éramos por natureza filhos da ira e da desobediência. Ef. 2:1-3 e Ef. 5:6. Não podemos permanecer inertes e em estado de sono, convivendo e compartilhando os mesmos ideais dos que estão espiritualmente mortos. Temos a ordem de despertar do sono. Ef. 5:14. Sendo sóbrios e vigilantes, como verdadeiros filhos da Luz. I Tes. 5:5-6. Paulo, nos mostra que não estava combatendo contra o ar, mas sim, batalhando o bom combate. II Tm. 4:7-8. A certeza do apóstolo era fundamentada na perfeita obra de Cristo. Ro. 6:8-11. Um salvo infrutuoso (reprovado) na obra do Senhor é um grande desperdício, portanto sejamos firmes, constantes e abundantes na obra do Senhor. I Co. 15:58. Hoje buscamos uma vida afastada dos desejos carnais que combatem contra a alma e um viver a glorificar ao nosso Deus, através de nossas obras. I Pe. 2:11-12. Nesta passagem em particular, o apóstolo faz uma comparação da pequenez da nossa vida temporal e o glorioso dia do Senhor. Paulo afirma que o dia do arrebatamento está cada vez mais próximo e, como filhos da Luz, devemos vigiar e ser sóbrios, vestindo-nos com a couraça da fé e do amor. I Tes. 5:5-10. Fazendo isso, com certeza estaremos fortalecidos contra as ciladas do diabo. Ef. 6:10-11. Lembrem-se de que não fazemos isso para sermos salvos, e sim porque somos salvos. Mt. 5:16.

Romanos 13:12-13 O crente deve rejeitar as obras das trevas. “Rejeitemos, pois, as obras das trevas” (v. 12b). Assim, devemos nos desfazer de toda prática mundana e questionável, como um homem se despindo de uma roupa suja. II Co 6:14 e II Co. 7:1. Na Bíblia, a luz e as trevas são usadas como metáforas contrastantes para santidade e pecado, bem e mal; conhecimento e ignorância, bem como verdade e falsidade. Ora, se o crente é a luz do mundo, o mínimo que se espera é que ele exerça uma boa influência sobre aqueles que não conhecem Cristo como Salvador pessoal. “Vistamo-nos das armas” (v. 12c). Assim, devemos colocar a cobertura protetora de uma vida santa, que nos fará uma luz brilhante na escuridão. Fazendo isso, com certeza estaremos fortalecidos contra as ciladas do diabo (Ef. 6:10-11). “Andemos honestamente”. (v. 13 14). Ele nos diz como isso é feito: despojando-se das práticas da carne (exemplificadas nos seis exemplos) e revestindo-se de “o Senhor Jesus Cristo”. Como o crente rejeita as obras da carne? Evitando a todo custo alimentar a carne em suas concupiscências, andando sempre em Espírito. Gl. 5:16-17. Temos aqui um conflito doloroso e incessante que é travado entre as naturezas antagônicas: a carne e o Espírito. Sendo que o crente deve mostrar atributos da nova natureza. (Atributo: 1-Aquilo que é próprio de alguém ou de algo. Característica 2-Sinal distintivo, símbolo). II Co. 5:17. Nitidamente, o desejo da carne é contrário ao guiar do Espírito, a nossa natureza carnal deseja aquilo que lhe agrada. Ro.7:5-6.

Romanos 13:14. Revista-se de Cristo. O crente deve DEIXAR o trato passado. Ef. 4:22, onde as decisões eram tomadas através da escuridão das trevas, sem nenhuma preocupação com o Espírito que habita em nós e TORNAR-SE NOVO, demonstrando através do bom trato as obras de mansidão e sabedoria. Tg. 3:13. ENCHENDO-SE de conhecimento, sabedoria e inteligência espiritual. Cl. 1:9-10. Evitando a todo custo alimentar a carne em suas concupiscências, andando sempre em Espírito. Gl. 5:16-17. Revestido do novo. Cl. 3:10. O crente deve despir-se do velho homem e buscar viver verdadeiramente como um novo ser, deixando as coisas velhas para trás. II Co. 5:17 e Ef. 4:22-23. A melhor maneira para se fazer isso é se revestindo do Senhor Jesus. Não existe a menor possibilidade de se vencer as concupiscências dos homens se você não estiver revestido de Cristo. Revista-se da armadura de Deus. Ef. 6:11.

Pastor Walter Costa.
Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preserva­do por Deus em ininterrupto uso por crentes fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611.

Aplicado na IBBF Esperança-PB, 23 de Novembro de 2025.