domingo, 29 de outubro de 2023

Ensinamento VII. Leitura bíblica: I João 4:1-6.



I João 4:1. Provai os espíritos. É ponto crucial para uma correta interpretação dessa passagem, é entender que jamais o Espírito de Deus falará contrário a Sua Palavra. Pois é o espírito da verdade. Jo.16:13. O pastor Steve H. Montgomery, enumerou três observações pertinentes para provarmos os espíritos:

1. Qualquer religião ou religioso cujo tema é qualquer outro a não ser a pregação do evangelho (a verdade sobre a morte, o sepultamento e a ressurreição de Jesus) NÃO É DO ESPÍRITO SANTO. A religião que enfatiza o próprio Espirito Santo NÃO é dele porque Ele testifica de Jesus Cristo, e não dele próprio. Jo. 15:26

2. A pessoa que faz oração ao Espírito Santo e não ao Pai está mostrando sua ignorância da Bíblia e possivelmente não tem o Espirito Santo que chama se o Espirito de adoção. Pois, nos momentos em que não sabemos pedir, recebemos a gloriosa intercessão do Espírito. Ro. 8:26-27.

3. Basicamente, o trabalho de Espírito Santo sempre tem sido o ensino da Palavra de Deus. Ele acompanha a Palavra ao coração do homem. I Jo. 2:27.

A ordem imperativa para provarmos os espíritos, é mister para desmascaramos os falsos mestres que através dos espíritos de demônios, introduzem falsas doutrinas no meio das ovelhas do Senhor. I Tm. 4:1. Todo e qualquer ensinamento que não for conforme as Sãs Doutrina deve ser radicalmente excluído das igrejas de Cristo, pois, trata-se de delírios de homens corruptos de entendimento. I Tm. 6:3-5. Não podemos ir além do que está escrito. I Co. 4:6.

I João 4:2-3. O espírito que não confessar que Cristo veio em carne é do anticristo. Essa passagem diz respeito a identificar (provar) os falsos mestres que já estão no mundo. De modo inspirado, João está nos ensinando que o mestre (professor, pastor, missionário ou qualquer pessoa) que nega os ensinamentos de Cristo, não é de Deus e sim um enganador e anticristo. I Jo. 2:18 e I Jo. 2:22. A Bíblia LTT- Literal do Texto Tradicional apresenta uma tradução que nos ajudará a compreender melhor o assunto. Afinal, não se trata apenas do simples fato dos falsos mestres acreditar que Cristo veio em carne e sim falar conforme o perfeito ensino do Senhor. “Nisto conhecei vós o espírito de- propriedade- de Deus: todo espírito que fala- em- tudo- concordemente- com Jesus Cristo (Aquele Jesus em carne tendo vindo), proveniente- de dentro- de Deus é. E todo o espírito que não fala-em- tudo- concordemente- com Jesus Cristo (Aquele Jesus em carne tendo vindo), proveniente – dentro- de Deus não é, mas este é aquele espírito de propriedade-do anticristo, do qual já tendes ouvido que vem, e já agora no mundo está”. I Jo. 4:2-3. Bíblia LTT.

I João 4:4. O crente já venceu o mundo. A Sagrada Escritura não apregoa que o crente não sofrerá; que não terá problemas, muito pelo contrário passaremos aflições, mas não devemos esmorecer, pois Cristo venceu o mundo. Jo. 16:33. Nada neste mudo poderá nos separar do amor de Deus, em Cristo somos mais que vencedores. Ro. 8:37-39. Em Cristo o salvo é mais do que vencedor. Ro. 8:37 e I Jo. 5:4. Logo, se já vencemos então, logicamente somos herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo. Não recebemos o espírito de escravidão e sim o espírito de adoção de filhos. Ro. 8:15-17.

I João 4:5. Do mundo são e o mundo os ouve. Os falsos mestres são do mundo e não conhecem o Espírito de verdade. Jo. 14:17. Os seus seguidores também pertencem ao mundo e por isso segue as suas dissoluções e blasfemam o caminho da verdade. II Pe. 2:1-3. Na epístola Judas versos 4, somos exortados que essas criaturas estariam de forma furtiva negando ao único Deus e Dominador Jesus Cristo, prática essa comum aos filhos do mentiroso. Jd. 1:4. As pessoas que não receberam Cristo como Senhor e Salvador, fazem parte do mundo e por estarem em trevas odeiam os filhos de Deus. Jo. 15:19. Eles são aceitos pelo mundanismo, pois se comunicam através das coisas pertinentes ao mundo. Sendo natural escutarem e aceitarem os falsos ensinamentos advindos dos falsificadores da palavra. Os que estão no mundo não possuem o amor de Deus sobre eles. I Jo. 2:15-16. Àqueles que não são filhos de Deus, não escutam a Sua voz. O motivo é bem simples: Eles são filhos de outro pai. Jo. 8:44.

I João 3:6. Os que são de Deus ouvem a voz do Senhor. A verdadeira ovelha do Senhor ouvem e conhecem a voz do Pastor. Jo. 10:2-4. Sem sobras de dúvidas a principal característica (traço, propriedade ou qualidade distintiva fundamental), dos filhos de Deus é o ouvir a Sua Palavra. Jo. 8:47. Quando escutamos a Bíblia, somos capacitados pelo Espírito Santo a entendermos que pertencemos à família de Deus e identificarmos qual é o espírito da verdade e qual é o espírito do erro. A Sagrada Escritura afirma que as ovelhas de Cristo (filhos de Deus) ouvem a Sua voz e O seguem. Jo. 10:27.

Esperança-PB, 29 de Outubro 2023

Pr. Walter Costa.

Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611.



domingo, 22 de outubro de 2023

Ensinamento VI. Leitura bíblica: I João 3:11-24

 




I João 3:11. A essência da mensagem que foi anunciada. A mensagem que ouvimos do próprio Deus em carne, foi que deveríamos amar mutualmente do mesmo modo que Ele nos amou. Jo. 13:34-35. Podemos aferir Biblicamente que o amor Deus é a maior evidência de que os que creem nEle possuem a vida eterna. Jo. 3:16. Por isso mesmo, somos exortados a pormos em prática o amor Bíblico entre os irmãos. Quando há o amor fraternal entre os irmãos, haverá cuidado, dedicação e interesse genuíno e sem hipocrisia, gerando um sentimento positivo e construtivo, que levará o crente a fazer grandes sacrifícios, que só seria capaz de fazer por ele mesmo. I Pe. 4:8.

I João 3:12. O mau exemplo de Caim. Vimos no versículo 11 que o crente deve amar reciprocamente, agora João apresenta uma contraposição com Caim, o qual foi o primeiro assassino da humanidade. Gn. 4:8. A explicação para o assassinato é simples Caim não amava a Abel, porque era do maligno. No contexto espiritual, todo aquele que diz está na luz e odeia ao irmão, está em trevas. I Jo. 2:9.

I João 3:13. O mundo odeia os crentes. A inerrável e perfeita Palavra de Deus mostra-nos que o mundo odeia pelo simples fato de não pertencemos a ele. Jo. 15:19-21. Literalmente o mundo ama o que Deus odeia, e odeia o que Deus ama, e não quer saber de nada que tenha a ver com Deus, isso é devido ao fato da Luz (que é Cristo) expor todo o pecado, toda corrupção e a impiedade inata daqueles que servem ao mundo. Jo. 3:19-20.

I João 3:14-16. Quem odeia o seu irmão é um homicida. Nesses três versículos João faz uma oposição sobre o amor (vida) e ódio (morte). O primeiro fato a ser observado é que o crente reconhece o amor de Deus em sua vida, ouvindo e crendo na Sua Palavra e por este motivo sabe que passou da morte (ódio) para vida (amor). Jo. 5:24. O segundo fato é que, aquele não ama o seu irmão, permanece na morte e por permanecer na morte, não reconhecendo Cristo como seu Senhor e Salvador, equipara-se ao homicida. Todo aquele que permanecer na morte está por si só condenado e receberá a sua parte no lago de fogo e enxofre. Ap. 21:8. Jesus Cristo é o supremo exemplo do amor ágape ao dar Sua vida em nosso favor, sendo nós ainda pecadores. Ro. 5:8. Quando João afirmou que os crentes devem dar a vida pelos irmãos, certamente não tinha em mente a vida física e sim a dedicação, zelo, amor e cuidado para com os irmãos. Uma vida dedicada ao servir e ao amar. Gl. 5:13-14 e Ef. 5:2. Somos exortados a sermos cumpridores e não apenas ouvintes da Palavra de Deus. Tg. 1:22. Devemos participar das aflições dos irmãos e não apenas senti-las. Gl. 6:2. Partindo do pressuposto que somos espirituais e que existem crentes que estão espiritualmente mais fortalecidos, então, esses são responsáveis por levar de forma mansa e pacífica as cargas dos outros. Ro. 15:1-2. Mostre com entendimento que realmente você entendeu o Cristo fez, sinta as necessidades dos irmãos, ponha-se no lugar dele. Lc. 6:31.

I João 3:17. Aqueles que possuem bens terrenos devem ajudar os irmãos necessitados. De forma natural, o crente deve fazer o bem a todos, mas deve dar atenção especial à família de Cristo. Gl. 6:9-10. O modo como tratamos nossos irmãos na fé é um sinal de nossa fé: Jo. 13:35. Ore sempre pelo bem-estar dos irmãos, mas, fiquei atento as suas necessidades, afinal, se Deus tem suprido as nossas carências temporais, devemos ter esse entendimento para com os irmãos e para com o próximo. Se somos participantes dos bens espirituais, logicamente devemos ser dos temporais. Ro. 15:27. O crente deve fazer todo e qualquer coisa com prontidão de vontade. II Co. 8:12.

I João 3:18. O amor não pode ser fingido. Não será amor se for fingido, mesmo as mais belas palavras ditas em fingimento são como beijos dos inimigos. Pv. 27:6. Todo é qualquer atributo que o crente desenvolver passará irreversivelmente pelo amor. Quando o salvo está enraizado e fundado no amor, passa a compreender de forma plena e total a plenitude de Deus. Ef. 3:17-19. O amor é a verdadeira essência do Cordeiro de Deus. Portanto, é somente este puro, sublime e santo atributo, que seguramente mantém unido tudo aquilo que é necessário para a maturidade do crente. É também, o melhor meio pelo qual se demonstra a presença de Cristo na vida transformada da nova criatura, que está revestida do vínculo da perfeição. Cl. 3:14.

I João 3:19-20. Deus é maior do que o nosso coração. Sabemos que por temos uma natureza pecaminosa, sempre haverá corrupção no homem exterior. Ro. 7:19-21. É justamente nesses momentos que sentimos em nossos corações o peso do pecado. Sl. 51:12. Nessa passagem a apóstolo nos fornece uma maravilhosa declaração advinda do Senhor. Deus já nos libertou. No momento em que somos resgatados pelo precioso sangue do Nosso Senhor Jesus Cristo, passamos a ser libertos do jugo do pecado. Ro. 6:18. Mesmo quando pela fragilidade de nossa carne caímos em pecado, temos o melhor de todos os advogados. I Jo. 2:1.

I João 3:21-22. A confiança dos crentes. Quando confiamos plenamente no mandamento do Senhor. Passamos a buscamos agradar ao Senhor em todo o nosso viver. Cl. 1:9. Esse fato é primordial para a resposta positiva aos nossos pedidos. Se você está em gozo da perfeita vontade de Deus. Ro. 12:2. Com certeza ao Seu tempo, Deus atenderá as suas petições. I Jo. 5:14.

I João 3:23-24. O verdadeiro mandamento. Guardar o mandamento de Deus não é meramente um sentimento. É um relacionamento ativo, permanente e contínuo de seguir e obedecer ao nosso Mestre. Enquanto a Lei mosaica elencavam circunstâncias nas quais os judeus eram obrigados a cumprirem a Lei em sua totalidade, Tg. 2:10-12. Na atual dispensação o crente é chamado a atentar para a lei da liberdade. Gl. 5:1. Tenha em mente que apenas os receberam o Espírito Santo, possuem o dever de guardar os mandamentos. Ro. 8:14-15. O verdadeiro mandamento do Pai. Jo. 12:50. Podemos concluir afirmando que, aqueles fazem a vontade de Deus, são os que cumprirão os mandamentos de Cristo. Jo. 6:37-40.


Pr. Walter Costa

Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-161

Esperança-PB, 22 de Outubrode 2023.

Ensinamento 5. Leitura bíblica: I João 3:1-10.




I João 3:1. Tão grande amor nos concedeu o Pai. Deus, nos amou desde a eternidade passada e por toda a eternidade. O crente está plenamente convencido de que nada, mais nada mesmo, poderá afastá-lo do amor de Deus, que foi exposto a toda humanidade por meio de Cristo, que nos amou e com o seu sangue nos lavou. Ro. 5:8 e Ap. 1:5. Andávamos sem Deus no mundo. Ef. 2:12. Porém, através da expiação perfeita de Cristo, somos retirados da família da ira e nos tornamos filhos de Deus. Ro. 8: 16-17.

I João 3:2. Seremos semelhantes ao Senhor. Reconhecemos que, não somos filhos naturais de Deus e que tornarmos membros da família de Deus, não por vontade própria e sim pela vontade de Deus. Jo. 1:12-13. O crente, recebe a adoção de filho e neste ato de Deus é agraciado com o Espírito Santo, que passa a clama e intercede por todo aquele que crer em Cristo e testificar a nossa filiação. Ro. 8:15.Os salvos, possuem a certeza bíblica que serão transformados. Fp. 3:21. O regozijo dos crentes, é saber que serão transformados e o que mortal será revestido da imortalidade. I Co. 15:51-54.

I João 3:3. Quem espera em Deus purifica-se. Quando recebemos Cristo como nosso Senhor e Salvador, nos tornamos filhos de Deus e adentramos na família de Deus e esse fato é irrevogável. Diante de tais considerações, sabendo que a purificação dos nossos pecados foram efetuadas por Cristo Jesus. Hb. 1:3, e que não devemos esquecer da purificação dos antigos pecados. II Pe.1:9-10. DEVEMOS BUSCAR incessantemente a purificação das nossas almas através do Espírito Santo que habita em nós. I Co. 6:19 e II Co. 7:1.

I João 3:4. O pecado é a transgressão da Lei. O apóstolo faz uma contraposição (posição ou disposição em sentido contrário) em relação à purificação a ser buscada pelos salvos no versículo anterior. João, está afirmando que o salvo recebe Cristo como Salvador e não uma licença para pecar. Devemos apresentar nossos membros para a santificação. Ro. 6:19. Quando um salvo pratica o pecado, transgride a Lei moral de Deus e passa a ter comunhão com as trevas. II Co. 6:14.

I João 3:5. Cristo se manifestou para tirar os pecados dos que nEle creem. A situação do homem natural sem Cristo é algo terrível e assustador. Ro. 3:23 e Ro. 6:23. Por esse motivo, era necessário o sacrifício expiatório. Então, Deus em Sua infinita bondade escolheu dar o Seu Filho amado para resgatar os crentes com o Seu próprio sangue. I Pe. 1:18-19. Cristo levou sobre Si o castigo que era para ser aplicado a nós. Is. 53:5. Portanto, o único CAMINHO que resta ao pecador é a morte de um substituto e não poderá ser qualquer substituto e sim aquele aprovado por Deus. Jo.1:29.

I João 3:6. Quem vive na prática do pecado não viu e não conhece a Cristo. Significado de Praticar (por algo em prática; trabalhar, exercitar). As Escrituras, deixam claro que os filhos de Deus, quanto estão em pecado, receberão a justa correção do Pai. Hb. 12:5-7. Já aqueles que andam em desobediência e não são disciplinados por Deus, não são filho e sim bastardo. Hb. 12:8. O contexto imediato dessa passagem, refere-se aos descrentes que não viram e não conheceram a Cristo como Senhor e Salvador. Essas pessoas amam mais as trevas do que a Luz. Jo. 3:18-19. Uma pessoa que peca continua e repetidamente é incrédula e vive na vontade da carne e do pensamento, com certeza Deus não é o seu Pai. Ef. 2:1-3 e Tt. 3:3.

I João 3:7-8. Quem vive na prática do pecado é do diabo. Aqueles, que vivem na prática do pecado, cujas vidas são empregadas completamente as obras da carne, sem arrependimento para com Deus e fé em Cristo, são filhos do diabo e mesmo de modo inconsciente buscam fazer a vontade dele. Jo. 8:44. A queles que fazem a vontade do diabo afetam as suas vidas em todos os sentidos: físico, moral e principalmente espiritualmente, pois estão separados da perfeita vontade de Deus. O fim dos mesmos será terrível. II Tes. 1:8-9. A manifestação de Deus vindo a terra na forma corpórea de homem, deve um único propósito salvar os pecadores do laço do diabo. II Tm. 2:26 e I Tm. 1:15. A essência do Evangelho, é que Cristo morreu por nossos pecados. I Co. 15:3. Ele levou sobre Si as nossas iniquidades. I Pe. 2:24. O seu sangue nos livrou da nossa impagável dívida. Cristo a retirou do meio de nós e a cravou na cruz e destruiu nossa dívida para com Deus. Cl.2:13-14.

I João 3:9. Quem é nascido de Deus não permanece em pecado. Recebemos de forma ordinária uma natureza totalmente pecaminosa. Ro. 7:17-18. Este fato, a inerência do pecado ao velho homem, não tira a responsabilidade do nascido de novo de viver uma vida afastada da prática do pecado. A exortação é justamente ao contrário: resistir até o sangue combatendo o pecado. Hb. 12:4. Na vida dos crentes o pecado apresenta diversas situações, que manifestam a correção advinda do Pai. Sendo a principal delas a perda da comunhão e proteção no período em que perdurar a iniquidade. Sl.39:10-11 e Sl. 51:12.

I João 3:10. A manifestação dos filhos de Deus. Aqui João faz um resumo dos ensinamentos contidos nos versículos de 1 a 9. Basicamente afirmando que os filhos de Deus, ao contrário dos filhos do diabo, devem apresentar os seus membros como instrumentos de justiça. Ro. 6:13. Quando, encontramos verdadeiramente com Cristo, nos tornamos uma nova criatura, fato esse que nos faz abandonar o amor pela prática do pecado. II Co. 5:17. Vejam bem, quando nos tornamos uma nova criatura, mudamos o nosso relacionamento com o pecado. Não estou afirmando que o pecado é eliminado da vida do salvo, mas o seu convício com a iniquidade é bruscamente modificado. II Tm. 2:19. Ou seja, o nosso olhar, pensar e viver deve ser voltado para Cristo. Afinal, estamos crucificados com Ele. Cl. 3:1-3/ Hb. 12:2 e Gl. 2:20.

Pr. Walter Costa.

Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611

Esperança-PB, 15 Outubro de 2023.

sábado, 7 de outubro de 2023

Ensinamento 4. Leitura bíblica: I João 2:18-29.

 

I João 2:18. Muitos se tem feito anticristos. Em princípio, devemos entender que, quando o apóstolo fala que já é a última hora, não está referindo-se aos fins dos tempos e sim no término da dispensação da graça. Que abrange desde a morte de Jesus Cristo até a segunda vinda do Senhor para a retirada dos salvos. I Tes. 4:17. Nessa dispensação, sugiram muitos que se fazem de anticristo. Apesar do ministério da injustiça, já opera em plena capacidade através das hostes infernais do maligno e seus ministros. Ef. 6:12 e II Co. 11:14-15. Entretanto, o anticristo ainda não está plenamente exposto (manifesto), fato esse que só poderá ocorrer após a retirada dos salvos. Observem que, o filho da perdição só se manifestará quando até ocorrer a retirada do templo do Espírito Santo que são os crentes. II Tes. 2:6-7 e I Co. 6:19. Veremos mais a frente que todo aquele que nega a obra de Jesus é um anticristo.

I João 2:19. Saíram de nós porque não eram de nós. Muitos afirmam creem em Jesus Cristo, porém escandalizam-se com a Sua doutrina, acham duro o discurso e se afastam do ajuntamento. Jo. 6:60 e Jo. 6:66. Esse afastamento, é uma forte evidência de que essas pessoas não receberam a verdadeira Luz. As Escrituras nos mostram que muitos adentram a assembleia do Senhor, contudo não adentram em Cristo, Esses são aqueles que aparentam piedade, mas negam a sua eficácia. II Tm. 3:5-7. Fato é que eles não receberam a unção do Santo, não conheceram a verdade e negaram o próprio Cristo. Jd. 1:4.

I João 2:20. A unção do Santo. No Antigo Testamento, ungir significava o ato de derramar óleo em alguém ou algo, destacando o objeto ou pessoa para uma finalidade específica. Já no Novo Testamento, significa que o Senhor separou todo aquele que nEle crer para receber a unção do Santo. Sendo justamente essa unção que capacita o crente a aprender todas as coisas. Jo. 14:17. Quando Cristo ainda estava entre os homens, afirmou que o Pai enviaria o Espírito Santo como Consolador e Ele ensinaria todas as coisas aos salvos. Jo. 14:26. Todo salvo foi ungido por Deus e recebeu o penhor do Espírito Santo. II Co. 1:21-22.

I João 2:21. Nenhuma mentira e da verdade. A Palavra de Deus é a verdade que santifica os crentes. Jo. 17:17. Podemos afirmar que a verdade é personificada na pessoa bendita de Jesus Cristo. Jo. 14:6. Diante dessa verdade, os crentes devem rogar ao Senhor, pedindo que Ele os guie, na Verdade. Sl. 25:5. Se Cristo personifica a verdade incontestável, Satanás é a personificação da mentira. Jo. 8:44. Como tal, ele cega os olhos dos incrédulos. II Co. 4:4. Os filhos do diabo estão de posse da operação do erro e não creem, na verdade. II Tes. 2:11-12.

I João 2:22-23. Quem nega a Jesus é anticristo. Para melhor entendermos essa passagem, é mister definir anticristo: é um falso ou enganador que parece fazer algo de modo correto, contundo o seu propósito de derrota ou destruir a verdade. II Jo. 1:7. Todo aquele que não persevera na doutrina que Cristo trouxe é um anticristo e prevaricador da Palavra de Deus. A ênfase do sistema do anticristo é voltada para, orações poderosas; virtudes humanas; declarações positivas; o falar línguas estranhas, ensinamento fundamentado em doutrinas de demônios e espíritos enganadores. I Tm. 4:1-2.

I João 2:24. Permanecendo no que ouvistes desde o princípio. O modo pelo qual Deus salva o pecador do inferno é através da Palavra da verdade, o Evangelho da salvação. A pregação do Evangelho de Cristo e o canal usado por Deus para salvar as pessoas. Ef. 1:13. Após receber o Evangelho, o crente deve permanecer e perseverar na doutrina Escriturística. Atos. 2:42 e I Co. 11:2. Recebendo de coração o modelo doutrinário. Ro. 6:17 e permanecendo firme e enraizado na pessoa bendita de Cristo. Cl. 2:5-7.

I João 2:25. A promessa que Deus fez aos crentes. Talvez esta seja a maior e mais bela afirmação para o salvo em Cristo Jesus. O próprio Salvador afirmando que todo aquele que Nele Crer não pereça, mas tenha vida eterna. Jo. 3:16. As verdadeiras ovelhas creem perfeitamente na promessa do Bom Pastor e descansam na Sua bendita palavra. Cristo afirma que dá a sua vida pela vida das ovelhas. Jo. 10:15. Essa troca foi consumada na cruz do calvário, o Santo, Justo e Imaculado padeceu uma única vez devido às nossas transgressões e isto agradou a Deus. Is. 53:5-11. Cristo, veio para termos vida em abundância, ele é o bom Pastor, que dá a sua vida pelas ovelhas. Jo. 10:10-11.

I João 2:26-27. Os salvos recebem o ensinamento verdadeiro. É mediante somente pelo poder iluminador do Espírito de Deus que alguém pode entender as verdades espirituais da Bíblia. Jo. 16:13 e I Co. 2:9-10. É um engano comum os homens suporem que eles têm a capacidade de entender as coisas espirituais somente pelo mero exercício de suas faculdades mentais. Mas as Escrituras negam isso em muitos lugares, pois as coisas espirituais progridem de acordo de leis espirituais, e só podemos entendê-las quando as reconhecemos espiritualmente e nos submetemos ao Autor Divino das Escrituras. Jo. 12:37-40 e Is. 6:9-10.

I João 2:28-29. O salvo tem a plena confiança de que não será confundido. Quando alcançamos a fé verdadeira, a qual é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem. Hb 11:1. Desejamos imensamente manter uma comunhão verdadeira com o Nosso Salvador em obediência e temor. Então passamos a confiar de forma incondicional na obra perfeita e consumada de Cristo. Jo.6:29 / Jo. 17:3-4 e Jo. 19:30. Sabemos que Deus não é propagador de confusão. I Co. 14:33. Portanto, ao recebê-Lo, nos tornamos filhos, certo estou que Ele não deixaria os Seus filhos. Ro. 10:11 e Jo. 1:12-13. O salvo não será confundido, pois recebeu como verdadeiro o testemunho do Deus Altíssimo e por isso mesmo, tem a plena convicção da salvação eterna. I Jo. 5:9-13.

Pr. Walter Costa.

Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611

Esperança-PB, 07 de Outubro de 2023.

domingo, 1 de outubro de 2023

Ensinamento III. Leitura bíblica: I João 2:9-17

 



I João 2:9-11. A importância do amor entre irmãos. Nesses três versículos, João explica os pormenores do mandamento sugerido nos versos anteriores. Podemos afirmar Biblicamente, que aquele que está na Luz (em Cristo) e odeia outro crente (irmão) jamais poderá afirmar que estar em comunhão com o Pai e com o Filho. I Jo. 1:3. Os salvos devem se aperfeiçoarem no amor fraternal. Hb. 13:1. Amor fraternal é um sentimento de carinho muito forte, de dedicação, levar o indivíduo a fazer grandes sacrifícios, que só seria capaz de fazer por ele mesmo. O amor fraternal é um atributo que deve permanecer em todo crente e deve ser praticado com frequência. Após nascermos de novo, nos tornamos membros da família de Deus, com isso, passarmos a ter vários irmãos em Cristo. Este fato, nos conduz a amarmos uns aos outros em amor não fingido Ro.12:9-10 e I Pe. 1:22. Aquele que não amar ao irmão não é de Deus. I Jo. 3:10. O amor entre irmãos em Cristo, é fundamental para o crescimento e edificação espiritual dos membros de uma igreja, mas este amor tem que ser proveniente de Deus, sem cobranças e imposições de qualquer cunho. Fp. 2:1-3.

I João 2:12. Pelo nome de Cristo os pecados são perdoados. Todo aquele nascido de novo, torna-se filho de Deus e passa a ter a plena certeza que seus pecados foram perdoados. I Pe. 2:24. A obra expiatória de Cristo foi suficiente para nos vivificar e perdoar nossos pecados, aquela cédula que nos era contrária foi riscada e cravado com Jesus naquela maldita cruz. Cl. 2:13-14. Cristo, se fez maldição por nós e levou sobre Si os nossos pecados. Gl. 3:13.

I João 2:13-14. Exortação aos pais, aos jovens e aos filhos. A primeira exortação é dada aos pais, que receberam do Senhor a função de liderar a família. Contudo, para o pai possa desempenhar essa função de modo Escriturístico, o homem crente tem a obrigação de amar e buscar a Deus, antes mesmo da amar a família. Mt. 10:37-38 e Mt. 6:33. A segunda exortação e dada aos jovens, o simples fato de ser jovem, não o isenta, dispensa ou o desobriga de andar conforme a vontade de Deus. I Co. 10:23. A Sagrada Escritura, nos mostra que o jovem crente já venceu o maligno e que o mesmo é forte, pois a Palavra de Deus está nele. Às vezes, os jovens questionam: eu sou muito jovem? Terei a vida toda pela frente para trabalhar com esforço e perseverança na obra do Senhor, mas, lembre-se, o semear é opcional, colher é obrigatório. Gl. 6:7-8. A terceira exortação e aos filhos. Eles devem obediência aos pais. Ef. 6:1. A obediência dos filhos aos pais, não é uma mera formalidade e sim uma ordem do Senhor “sede obedientes a vossos pais no Senhor”. Ou seja, a obediência a pai e mãe é o modo correto dos filhos crentes agradarem ao Criador. Cl. 3:20. Ao lermos essa passagem, devemos atentar para um precioso detalhe da exortação: os pais, os jovens e filhos, todos já foram iluminados com a verdadeira Luz. I Jo. 2:8. E por este motivo, já venceram o mundo, essa vitória não é deles e sim de Deus (Espírito Santo) que habita em nós. I Jo. 4:4 e I Jo. 5:4. Cristo venceu o mundo. Jo. 16:33.

I João 2:15. Não ameis o mundo. O amor as coisas relativas, ao mundo é o principal obstáculo a ser vencido pelo crente, na luta pela disciplina espiritual. Quando vivíamos na concupiscência da carne éramos por natureza filhos da ira. Ef. 2:3. Por este motivo, amávamos de forma avassaladora tudo que há no mundo. Mas, após o nascer de novo, o crente deve deixar o amor pelo mundo e dedica-se de forma disciplinada ao crescimento espiritual. Podermos afirmar, que é bem mais fácil o falar, do que o viver longe das coisas do mundo. Saiba que ao torna-se amigo do mundo, você constitui-se inimigo de Deus. Tg 4:4. “Não ameis o mundo” não é uma sugestão advinda da Bíblia e sim uma ordem. Não amar o mundo, não que dizer amar as maravilhas da criação de Deus e sim não viver em rebelião contra Deus. Fato esse, contrário ao modelo proclamado nas Sagradas Escrituras. I Pe. 4:2. No momento em que começamos a amar as coisas do mundo, diminuímos o nosso amor para com Deus. Quando, o crente permite o mundanismo em sua vida, torna-se incapaz e desqualificado para obra do Senhor e não reconhece a vontade de Deus em seu viver, passando a agir igual aos que vivem na vontade da carne. Ef. 4:17-18

I João 2:16. O que há no mundo não é do Pai. O inimigo tem três fortes ataques contra os salvos: A concupiscência da carne, a soberba da vida e a concupiscência dos olhos.

1º Concupiscência da carne. Devemos ter presente em nossa mente que a carne é fraca. Mt. 26:41 e por isso temos que alimentar o espírito. Gl. 5:17.

2º Soberba da vida. Não devemos testar o nosso Deus, ele nos protege de toda espécie de perigo, mas não é para criar um perigo somente para testar seu poder. Note que satanás citou as escrituras, de forma errada com o único intuito de derrotar Jesus. Sl. 91:11.

3º Concupiscência dos olhos. Talvez esta seja a maior das tentações, pois o inimigo sabe das nossas fraquezas, ele queria que Jesus praticasse idolatria em troca de riqueza, honra e prazer, poder e glória. Mas, o criador não adora a criatura. Mt. 4:8-10. Através dos olhos recebemos as principais informações levadas ao cérebro, ou seja, os olhos são a entrada principal dos desejos de nosso coração. Portanto, devemos ser cuidadosos em nosso olhar. Pv. 4:25 e Mat. 6:23.

I João 2:17. O que faz a vontade de Deus permanece para sempre. João encerra o assunto sobre mundanismo, afirmando que o mundo e a sua concupiscência são temporárias. Justamente por isso, os crentes não devem amá-lo e sim viver uma vida separada da imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoado a santificação recebida do Senhor. II Co. 7:1. Aqueles que fazem a vontade do Pai entrarão no reino dos céus. Mt. 7:21. Fazer a vontade de Deus é algo bem simples, quando Cristo fez essa afirmação sabia qual era a vontade do Pai, Ele tinha um ato de obediência em mente: crer no evangelho, ou seja, crer na obra de Cristo. Jo. 6:28-29 e Jo. 6:39-40. Quando, confiamos somente na obra de Cristo, obedecemos completamente à vontade de Deus. Com isso, obtemos a perfeição diante Deus, pois Cristo tira todos os nossos pecados e dá a justiça em troca. II Cor. 5:21 e Fp. 3:9.

Esperança-PB, 01 de Outubro de 2023.

Pr. Walter Costa.

Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611.

domingo, 24 de setembro de 2023

Ensinamento 2. Leitura bíblica: I João 2:1-8.

 



I João 2:1. Um advogado diante do Pai. No final do capítulo 1, lemos que aquele que diz não ter pecado, peca, não diz a verdade e o que é pior chama Deus de mentiroso. Já no capítulo 2, o apóstolo explica que o que fora escrito anteriormente, tem a aplicação prática para os crentes evitarem o pecado. Ou seja, João inspirado pelo Espírito Santo exorta-nos a não vivemos em pecado, mas, como ele sabia da fragilidade de nossa natureza pecaminosa, explica que temos Cristo como Advogado intercedendo pelos crentes. Ro. 8:34. A perfeição do Justo, justifica aqueles que creem em Sua obra, Cristo se deu a Si mesmo para nos redimir da culpa e escravidão do pecado. I Tm. 2:5-6. Justificação é o ato de Deus, pelo qual Ele declara o pecador justo em Cristo, com base na obra de Jesus consumada na cruz, a justificação e recebida através da fé em Cristo Jesus. Ro. 3:26.

I João 2:2. Cristo é a propiciação pelos pecados do mundo. Propiciação é o ato realizado para aplacar a ira de Deus, de modo a ser satisfeita a Sua santidade e a Sua justiça, tendo como resultado o perdão do pecado e a restauração (reconciliação) do pecador à comunhão com Deus. No AT a propiciação era realizada por meio dos SACRIFÍCIOS, os quais se tornaram desnecessários com a vinda de Cristo, que se ofereceu como sacrifício em lugar dos pecadores. Hb. 10:10-11. A propiciação não adquire seu amor ou o torna amoroso; apenas O torna consistente para que Ele executar Seu amor para com os pecadores. I Jo. 4:10 e I Jo. 4:19. Para melhor entendemos, a propiciação é o pagamento feito por Cristo, pela qual recebemos a justiça e obtivemos a remissão dos nossos pecados. Ro. 3:25. A justiça nunca vem do homem e sim pela fé na obra consumada de Cristo. Fp. 3:9. O martírio vicário, de Cristo de Jesus Cristo na cruz foi suficiente para propiciar (conseguir perdão) dos nossos pecados e do pecado de todo o mundo, apesar de que o sacrifício só válido para aqueles que creem verdadeiramente na perfeita obra de Cristo. Jo. 3:16-19.

I João 2:3-4. Guardando os mandamentos do Senhor. A conexão entre o amor por Cristo e a obediência a Ele é um tema recorrente nos escritos do apóstolo João. I Jo. 5:2-3. Uma das provas, de um verdadeiro amor para com Deus é a obediência voluntária à Sua palavra, uma confiança genuína no que Ele diz e prontidão para acreditar em Suas preciosas Palavras. Jo. 14:15 e Jo. 14:21. Guardar o mandamento de Deus não é meramente um sentimento e sim um relacionamento ativo, permanente e contínuo de seguir e obedecer ao nosso Mestre amoroso. A esmagadora maioria dos adeptos religiosos, apoiam-se em suas denominações e esquecem por completo os mandamentos do Senhor, Eles confessam a Cristo, mas, transgridem Seus mandamentos. Cabe ressaltar que, a maior transgressão feita pelos filhos da mentira é não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. I Jo. 3:22-24. Os mandamentos do Senhor não são pesados, mas uma bênção para aqueles que conhecem a Deus. Mt. 11:28-30 e I Jo. 5:3.

I João 2:5. Aperfeiçoados no amor de Deus. Quando o crente, guarda a Palavra de Deus, o Seu amor é aperfeiçoado. Esse aperfeiçoamento é advindo do Santo Espírito que habita nos salvos. Fp. 1:6. Os salvos são aperfeiçoados em Cristo. Cl. 2:10. Aos olhos de Deus, o espírito de todos os seus santos são perfeitos, porque eles colocaram sua fé no Senhor Jesus Cristo para a salvação. Jesus derramou seu sangue sem pecado para pagar pelos nossos pecados. I Pe. 3:18. O desejo do nosso Pai é que sejamos aperfeiçoados para a obra do Seu ministério. Ef. 4:12.

I João 2:6. Quem está em Cristo deve andar como Ele andou. Fundamentalmente, só consegue andar como Cristo andou, aqueles que já O receberam e adentraram a família de Deus. Jo. 1:12. Ora, se O recebemos o mínimo esperando e que o crente ande do mesmo modo que O recebeu, seguindo as Suas pisadas. Cl. 2:6 e I Pe. 2:21. Para seguir as pisadas de Cristo devemos agradar a Deus. I Tes. 4:1. Cristo obedeceu e agradou a Deus em todo o Seu ministério terreno. A maneira do crente agradar ao Pai é: frutificar e crescer no conhecimento dEle. Cl. 1:9-10. Devemos ponderar as nossas pisadas, para percebemos se realmente estamos andando conforme a vontade de Deus e cada vez mais nos despojando do velho homem e nos revestindo do novo homem. Ef. 4:21-24.

I João 2:7. O mandamento antigo. A essência dessa passagem é mostrar aos irmãos que ele não estava falando algo novo e sim algo já conhecido por todos. Veremos no contexto da carta que o mandamento diz respeito ao amor entre os irmãos. I Jo. 2:9-10 e I Jo. 3:11. Na realidade, João reproduz um ensinamento que o próprio Cristo instruiu quando estava na terra. Jo. 15:12 e Jo. 15:17. Deus nos ensina, através de Sua Palavra, que devemos amar aos irmãos da mesma forma que Ele nos amou. Jo. 13:34. Talvez este seja o mais difícil dos mandamentos, afinal, nos dias atuais as pessoas (CRENTES) encontram-se numa busca frenética por melhorias em sua vida: melhor emprego, maior nível possível de graduação, maiores salários, carros e casas espetaculares, entre tantas outras coisas que vão ocupando o nosso tempo; e, quando paramos, estamos tão cansados que nos esquecemos do amor fraterno entre os irmãos, que nos foi ensinada por Cristo e pelos apóstolos. Não existe a possibilidade de amarmos a Deus, se não amarmos os irmãos. I Jo. 4:20-21.

I João 2:8. A Luz verdadeira já ilumina. Cristo é Luz do mundo e todo aquele que o seguir, crendo plenamente em Sua obra, deixa as trevas e recebe a maravilhosa Luz. Jo. 8:12. O pecador remido tem o seu entendimento iluminado, então passa a saber qual é a sua esperança. Ef. 1:18. Biblicamente falando, todo aquele que não estiver em Cristo, estar assentado em trevas. Sendo necessário o resplandecer da Luz. Mt. 4:16 e II Co. 4:6. É mediante, somente pelo poder iluminador do Espírito de Deus que o salvo passa a entender as verdades espirituais da Bíblia. Jo. 16:13 e Jo. 14:26. Por está em Cristo, o salvo torna-se a luz do mundo. Ora, se o crente é a luz do mundo, o mínimo que se espera é que ele exerça uma boa influência, sobre aqueles que não conhecem Cristo como Salvador pessoal. Mt. 5:14 e Fp. 2:15.

Pr. Walter Costa

Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por fiéis): LTT-Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611

Esperança-PB, 24 de Setembro de 2023.

sábado, 16 de setembro de 2023

Esboço bíblico da epístolo de I João.







Introdução. O apóstolo João, autor de um dos 4 Evangelhos, é também o autor de 3 epístolas e do livro de Revelações (Apocalipse). Quando foi escrito: As três cartas de João foram provavelmente escritas entre 85-95 dC. Estas cartas de João falam sobre os fundamentos da fé em Cristo, por isso ela ajudou seus leitores a refletirem honestamente sobre sua fé.


CAPÍTULO I

I João 1:1. As mãos dos apóstolos tocaram a Palavra da Vida. João, inicia a epístola referindo-se a Jesus como sendo Deus encarnado. De modo semelhante ao início do seu Evangelho, João faz uma clara conexão sobre a divindade de Jesus. Jo 1:1-3 e Jo. 1:14. Ao mesmo tempo que exaltava ao Senhor, o apóstolo evidencia a sua intimidade com Cristo. João foi testemunha ocular da vida de Jesus, ele ouviu, viu, tocou a Palavra! Cristo é literalmente Palavra e a fonte da vida eterna, não encontraremos vida a não ser na Palavra de Deus e na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. Jo.6:68.

I João 1:2. A vida eterna manifestada. Vimos no versículo anterior que Cristo é Deus e a Palavra da vida. Agora o apóstolo explica como a vida eterna é manifesta. A salvação eterna é uma dádiva dada aos crentes através da graça. Ef. 2:8-9. Então, como a vida estava com o Pai, Ele a manifestou através do Filho. Jo. 1:17-18. Vejam bem, a Palavra de Deus foi manifesta para salvar todo aquele que nEle crer. Jo. 3:16 e Jo. 17:3. É impossível que Deus minta. Hb. 6:18. Retenhamos firme a confiança em Nosso Salvador, pois jamais seremos lançados fora. Jo. 6:37.

I João 1:3-4. Comunhão com o Pai e com o Filho. O Seu PARENTESCO depende do seu nascimento. Jo. 1:11-13. Já a sua COMUNHÃO depende do seu caminhar. Gl. 5:16 e Ef. 5:1-2. Lembre-se! Devemos saber que o amor de parentesco é uma coisa, já o gozo da comunhão é outra inteiramente diferente. Quando um crente cai em pecado, a sua comunhão com Deus fica suspensa, logicamente sem a comunhão não teremos a alegria do caminhar diário com o nosso Pai celestial. Sl. 51:12. Para resgatar a comunhão, é de suma importância o crente reconhecer e confessar o pecado, então, com o coração contristado, volta-se para o Senhor que é fiel e justo. Sl. 32:5.

I João 1:5-6. Deus é Luz quem anda em trevas não tem comunhão com Ele. Ora, Deus é Luz não existindo a menor possibilidade de nEle haver trevas, por este motivo não devemos ter comunhão com as trevas. II Co. 6:14-15. Antes éramos trevas e hoje somos filhos da luz. Ef. 5:8 e I Tes. 5:4-5. Estávamos encobertos em trevas, condenados, sem a menor esperança habitando a sombra da morte. Mt. 4:16-17. Cristo, a grande luz, nos libertou da força das trevas e nos transportou para o Seu reino de amor. Cl. 1:12-13. A luz de Deus resplandece em nossos corações para o conhecimento da Sua glória. II Co. 4:6.

I João 1:7. O sangue de Cristo purifica os crentes de todo o pecado. Ap. 1:5. O amor de Jesus Cristo para com todo aquele que crer em Sua obra é tão grandioso, que é impossível mensurar. Todo crente em Cristo, sabe que seu estado anterior era de condenado à morte eterna. Ro. 3:23. A única maneira de escapar das terríveis consequências do pecado, é por meio de um substituto que atenda às demandas da justiça divina. A morte vicária (do latim vicarius, "substituto") de Cristo efetuou uma eterna redenção para todos que creem em Sua obra. No madeiro Cristo pagou o preço da penalidade e imputação do pecado. Sabemos que o pecado tem um justo pagamento a ser efetuado: a morte eterna. No caso dos crentes, Cristo pagou este preço no lugar deles. Ro. 6:23. O salvo é limpo com o precioso sangue do Cordeiro que tira o pecado do mundo. Jo. 1:29.

I João 1:8-10. Aquele que diz não ter pecado, não há verdade nele e chama Deus de mentiroso. O crente, está purificado pelo sangue de Cristo e esta é uma posição eterna diante de Deus. Contudo, essa verdade não quer dizer que o mesmo não peca. O único que não tem pecado é o próprio Cristo. Hb. 4:15. Porém, Deus espera que os Seus filhos resistam até o sangue batalhando contra o pecado. Hb. 12:3-4. Na passagem de Hebreus, somos orientados a considerar o exemplo de Cristo, que foi tentado, mas não pecou e nos deixou o exemplo para seguirmos as Suas pisadas. I Pe. 2:21. Ou seja, nos momentos de tentação, devemos considerar a vida e a obra de Cristo e tudo o que Ele é e tudo o que fez por nós, para nos fortalecemos e não cairmos no engano do pecado. Hb. 3:13. Recebemos, de forma ordinária, uma natureza totalmente pecaminosa. Ro. 7:17-18. Este fato, a inerência do pecado ao velho homem, não tira a responsabilidade do nascido de novo de viver uma vida afastada da prática do pecado. I Jo. 3:6-9. A exortação é justamente ao contrário: resistir até o sangue combatendo o pecado. Na vida dos crentes o pecado apresenta diversas situações, que manifestam a correção advinda do Pai. Sendo a principal delas a perda da comunhão e proteção no período em que perdurar a iniquidade. Sl.39:10-11. Para retornar a doce comunhão com o Pai e com o Filho os salvos devem confessar os pecados ao Senhor e Ele por ser justo os perdoará. Sl. 32:5. Notem, que esse perdão é para retomada da comunhão e nada tem a ver com salvação, o próprio João afirma que as coisas escritas na epístola é para que os crentes saibam que tem a vida eterna. I Jo. 5:11-13. Claro, que Deus conhece os nossos pecados e nada é oculto aos Seus olhos. Sl. 90:8 e Hb. 4:13. Mas, aqueles que confessam os seus pecados recebem a certeza de que Deus perdoará e removerá o impacto desse pecado em sua comunhão. No versículo 10 João continua a fazer uso de uma condição (se) para falar aos crentes que dizem não pecar. Primeiro, contradiz diretamente a palavra de Deus, sendo o mesmo que chamar Deus de mentiroso. Segundo esta afirmação, subentende-se que a verdade do evangelho não está em tal pessoa. Logicamente, o salvo é possuidor da verdade do Evangelho e que esta passagem é um modo do Senhor, mostrar aos religiosos, incrédulos e orgulhosos que eles estão errados. Somente, um pecador autojustificado poderia, no auge da sua arrogância, afirmar que não tem pecado. O crente por receber a natureza divina sabe que comete pecado, contudo vive em constante batalha contra o velho homem e às suas concupiscências. Ro. 7:20-23 e Gl. 5:17.

Esperança-PB,16 de Setembro de 2023.

Pr. Walter Costa.]

Referências Bíblicas: Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por fiéis): LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, ACF ou BKJ-1611